Brad Pitt é o espetáculo do dia em Cannes

O Festival de Cannes parou hoje por Brad Pitt. Promovendo o arrasa-quarteirão Tróia, que estréia no Brasil na sexta-feira, o ator foi o grande espetáculo do dia, atraindo para si - e, em segundo lugar, para o filme - todas as atenções. O filme de Wolfgang Petersen, passou hoje no evento, fora de concurso. É inspirado na Ilíada de Homero, com Pitt no papel do herói grego Aquiles, em guerra contra Tróia.Na concorrida entrevista coletica, o ator e outros membros da equipe disseram que os temas de Homero se mantêm relevantes com a ocupação do Iraque pelos Estados Unidos. Pitt disse que o que mais apreciou na Ilíada é "esta grande idéia de uma humanidade comum, e de como fazer para superar ódios e ressentimentos que nos separam".O Aquiles de Pitt é um orgulhoso guerreiro, de saiote e cabelos longos, que combate as forças troianas em busca de reconhecimento, para que seu nome possa entrar para a história. Na entrevista, disse que, em comparação, na era da cultura da celebridade, sua própria fama desapareceria muito rapidamente. Pode até ser, mas, pelo assédio que sofreu hoje em Cannes, é difícil de imaginar. Ao deixar a sala de imprensa, Brad ficou até atordoado com a gritaria, os flashes e os chamados dos fãs.Com todo o frenesi, parece que a revista Première levou a melhor sobre a rival Studio, nas apostas sobre o galã deste ano. Pitt é capa da Première, referido como o "belo sedutor". Já a Studio preferiu o argentino Gael García Bernal, de Diários de Motocicleta e A Má Educação, chamando-o de o "James Dean latino".Mais prestigiado festival de cinema do mundo, Cannes tornou-se um trampolim importante para grandes produções hollywodianas. É o caso de Tróia, cujo orçamento - especula-se - beira os US$ 200 milhões, com 10% no bolso de Brad Pitt. Além do galã, aparecem no filme Orlando Bloom, como Paris, príncipe de Tróia; Eric Bana, como Heitor, irmão mais velho de Paris; Peter O´Toole, como Príamo, o rei de Tróia; e Diane Kruger, como a bela Helena, mulher do rei de Esparta, Menelau, que acaba levada a Tróia, tornando-se o pivô da guerra.

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