BR investe RS 5 mi em cinema no Rio

Uma grande parceira do cinema brasileiro, a BR Distribuidora promete novos e bons investimentos para a arte de produzir imagens para a telona. Em cerimônia realizada na sala de exibição do cinema Odeon, na Cinelândia, no Centro, o presidente da BR Distribuidora, Luiz Antônio Viana, anunciou que a empresa vai investir cerca de R$ 5 milhões para a construção de um multiplex de cinema brasileiro, na orla de Niterói. No mesmo prédio será criado um museu do cinema. E tem mais: Viana também revelou a criação de uma Academia Nacional de Cinema, que vai dar suporte ao Prêmio Brasil de Cinema, do Ministério da Cultura, e que, agora, será financiado pela subsidiária da Petrobras. O projeto do multiplex leva a assinatura do arquiteto Oscar Niemeyer e fará parte do chamado "Caminho Niemeyer", local criado pelo prefeito Jorge Roberto da Silveira (PDT) para abrigar uma série de edifícios dedicados à área cultural. O convite para a abrigar o multiplex e o centro de cinema partiu do prefeito, que leu um artigo de Viana defendendo a criação de um Centro de Cultura Brasileira. Daí para o multiplex e o museu foi um pulo. "Em dois dias do Oscar Niemeyer fez o desenho", disse Viana. O Grupo Estação administrará as salas, que totalizam dois mil lugares (duas salas de 150 lugares, duas de 250, duas de 300 e uma de 600). O museu vai compreender uma área de 2 mil metros quadrados. O protocolo de intenções deverá ser assinado até o final do ano e as obras estão previstas para ter início em janeiro. Embora todo o projeto ainda esteja em fase de orçamento Viana estima que deverão ser gastos cerca de R$ 5 milhões para a construção do complexo. Os custos para a aquisição de equipamentos, no entanto, ainda não foram levantados. Viana, que no fim deste mês deixa a empresa para assumir a presidência da Globocabo, disse que a idéia de criar um centro de cultura brasileira não foi abandonada. "Já estamos investigando um local no interior de São Paulo", revelou. Segundo ele, a idéia é que o lugar funcione como um pólo de incentivo para diversas manifestações artísticas do país como cinema, teatro, música, artesanato e dança. Academia - A Academia Nacional de Cinema surgiu após convite feito pelo Ministério da Cultura para que a subsidiária da Petrobras passasse a patrocinar o Prêmio Brasil de Cinema, que agora passará a se chamar Prêmio BR de Cinema. "Essa proposta está na linha que estabelecemos de integração com o cinema brasileiro", afirmou Viana. A Academia, que terá como integrantes artistas, cineastas, jornalistas e produtores, entre outros, dará suporte ao Prêmio BR de Cinema. "Não é uma idéia original, será, simplesmente, uma cópia descarada do que se faz no Oscar", brincou. A iniciativa ganhou aplausos da classe cinematográfica. A diretora Carla Camurati, que já obteve financiamento da BR Distribuidora para realizar filmes, acha que a Academia tem muito a acrescentar. "Faltam normas e procedimentos no cinema brasileiro e acho que a entidade vai cumprir esta função", observou. Para o diretor Cacá Diegues, as novidades anunciadas chegaram na hora certa. "São coisas que vêm de encontro a um momento de maturidade de nosso cinema", pensa. O ator e diretor Hugo Carvana vê a abertura de possibilidades. "A atividade cinematográfica ganhará mais espaços. A Academia também servirá como um incentivo à competitividade", assinalou. Luiz Antônio Viana, que será substituído por Júlio Bueno garantiu que a sua saída da empresa não vai alterar os rumos da BR e que os projetos terão continuidade. "Uma empresa não se resume a uma pessoa. É uma equipe que a compõe e que vai manter o compromisso da BR Distribuidora com a cultura brasileira", afirmou. No ano passado a BR Distribuidora investiu R$ 12 milhões em projetos culturais. Para este serão R$ 20 milhões.

Agencia Estado,

20 de setembro de 2001 | 15h27

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