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Boxe é o esporte favorito do cinema

A grande dose de drama presente nas lutas também aumenta o interesse do público, como se pode ver em vários clássicos

Wilson Baldini Jr. , Especial para O Estado de S.Paulo

28 de dezembro de 2015 | 05h00

Charlie Chaplin, Marlon Brando, Paul Newman, Kirk Douglas, Robert De Niro, Jerry Lewis, Anthony Quinn, Denzel Washington, Russell Crowe e Antonio Banderas. Estes grandes atores tiveram uma característica comum em suas carreiras: foram protagonistas em filmes cujo tema principal era o boxe.

A “nobre arte”, como é conhecido o boxe, é o esporte preferido nos 120 anos da “sétima arte”. Diretores e produtores afirmam que o fato de as lutas de boxe serem disputadas em um ringue de 36 metros quadrados e ser praticado apenas por dois atletas, que se posicionam em pé e trocam golpes em pé torna a gravação, a produção, a edição mais fáceis do que, por exemplo, o futebol com os seus 22 jogadores e os mais de 7 mil metros quadrados de terreno ou as velozes corridas de automóvel.

Os avanços tecnológicos, principalmente das câmeras e a utilização de pugilistas e técnicos profissionais nos sets de filmagens, aumentaram o grau de realidade nas cenas e as tornaram mais atrativas para o público. Em A Luta Pela Esperança (The Cinderella Man), Russell Crowe recebeu orientações de Angelo Dundee, técnico por mais de duas décadas de Muhammad Ali, para trocar golpes de forma muito semelhante ao do campeão dos pesos pesados James Braddock nos anos 1930. Will Smith, em Ali, teve seus movimentos em cima do ringue observados de perto pelo próprio ex-campeão mundial dos pesos pesados.

A grande dose de drama presente no boxe também faz aumentar o interesse do público e é muito bem explorado pela indústria do cinema. O roteiro “cair, levantar e vencer” foi muito bem planejado por Sylvester Stallone na série Rocky, que já está na sétima sequência (Creed – Nascido para Lutar), que tem estreia prevista para o Brasil no dia 14 de janeiro de 2016. Em todos os filmes, Rocky sofre, apanha, sangra, mas sempre consegue a vitória.

Na realidade, muitas vezes, o fim de um lutador não é tão glamouroso como na telona, mas não deixa de ser um sucesso nas bilheterias. É o caso de Touro Indomável, eternizado por Robert De Niro em 1980, que conta a vida repleta de percalços de Jake La Motta, campeão dos médios nos anos 40 e 50, que cansou de demonstrar sua agressividade dentro e fora dos ringues. Apesar de todas as surras que levou e das encrencas em que se meteu, La Motta ainda está vivo, aos 94 anos.

Em 1956, Paul Newman esteve tão espetacular quanto De Niro ao representar Rocky Graziano, campeão dos médios do fim dos anos 1940. São verdadeiras obras-primas que jamais serão esquecidas. Até o próximo round!

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