Lucas Jackson / Reuters
Lucas Jackson / Reuters

Bong Joon-ho, de 'Parasita', assiste a sessão de 'Bacurau' em Londres

O vencedor do Oscar gostou do filme e da experiência e disse esperar que o governo brasileiro 'apoie mais' a indústria do cinema no País

Redação, O Estado de S. Paulo

06 de março de 2020 | 21h47

O diretor sul-coreano Bong Joon-ho acompanhou uma sessão do filme brasileiro Bacurau, em Londres, nesta sexta-feira, 6, e disse esperar que o governo brasileiro "apoie mais" a indústria do cinema no País. As informações foram divulgadas pela BBC Brasil.

Segundo a reportagem, Bong Joon comprou um ingresso e assistiu à sessão como qualquer outro espectador, num cinema do Brittish Film Institute, em Southbank, Londres. Os diretores Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, que faziam um debate após a exibição, agradeceram a presença do premiadíssimo diretor de Parasita.

Após a sessão, o vencedor do Oscar disse que gostou do filme e da experiência de Bacurau. "É muito bonito. Tem uma energia única, traz uma força enigmática e primitiva", diz, ainda segundo a BBC. "Eu espero que o governo brasileiro apoie mais a indústria de cinema brasileira e seus incríveis cineastas, como Kleber Mendonça e Juliano Dornelles. A indústria cinematográfica é arriscada e precisa de segurança e estabilidade."

Os diretores brasileiros e o sul-coreano ainda trocaram ideias sobre a cota de telas em seus países: Bong Joon disse que as pessoas já se acostumaram com a grande presença do cinema nacional nas salas da Coreia do Sul.

Mais tarde, brincando, disse que "o pessoal das classes mais baixas de Bacurau é muito mais legal que o de Parasita, que está muito mais bravo". A luta de classes é um tema em comum entre as duas produções.

"A questão da comunidade é muito bonita em Bacurau", disse Bong à BBC. "Só que infelizmente as pessoas das classes baixas em Parasita nunca ficam tão bravas quanto as de Bacurau, nunca pegam em armas. Tão triste (risos)!", brincou. "Os meus só querem um pouco de dinheiro!"

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