Eddie Keogh/Reuters
Eddie Keogh/Reuters

'Bohemian Rhapsody', filme sobre Freddie Mercury, é apresentado na Wembley Arena

Filme é exibido numa sala ao lado do estádio onde o Queen realizou uma apresentação excepcional durante o show de caridade Live Aid em 1985

AFP

23 Outubro 2018 | 14h54

Bohemian Rhapsody, um filme biográfico sobre a vida do cantor britânico Freddie Mercury, é apresentado em Londres nesta terça-feira, 23, refletindo o amor que ainda exite pelo Queen e seu lendário líder, 27 anos após sua morte.

A exibição se dá na Wembley Arena, numa sala com 12.500 lugares ao lado do estádio onde a banda realizou uma apresentação excepcional durante o show de caridade Live Aid, em 1985.

A popularidade de Freddie Mercury e a influência do Queen não pararam de crescer desde a morte do cantor, aos 45 anos, de uma pneumonia ligada à aids, em 1991. A maioria das vendas de álbuns se deu após essa data.

O filme, que será lançado em 1º de novembro no Brasil, é o culminar de um projeto iniciado há oito anos. Ele explora a identidade complexa do artista, bissexual, um monstro no palco, com voz poderosa diante de seu público, mas reservado na vida privada.

Ele encarnou de corpo e alma as composições do Queen e deu vida única a alguns títulos lendários como We Will Rock You, We Are The Champions e, claro, Bohemian Rhapsody, considerada ainda hoje entre as melhores canções de rock.

O ator americano de origem egípcia Rami Malek recebeu ótimas críticas por sua interpretação de Freddie Mercury seguindo um caminho sinuoso até a fama.

De Zanzibar a Wembley

Nascido em 1946 em uma família estabelecida na ilha de Zanzibar, Freddie Mercury, cujo nome verdadeiro era Farrokh Bulsara, recebeu uma educação britânica em um colégio interno indiano.

O adolescente tímido então se mudou para Londres com sua família, que fugiu da Revolução de Zanzibar em 1964. O filme acompanha a ascensão do cantor e sua complicada vida emocional, desde a formação da banda até sua participação no concerto Live Aid em Wembley.

Sua curta apresentação - de apenas vinte minutos - ajudou a forjar a lenda, tendo sido o Queen o melhor grupo naquele dia.

Em 1991, a morte de Freddie Mercury resultou na interrupção temporária do Queen, um grupo onde cada um dos quatro artistas participava na composição das canções. O baixista John Deacon encerrou sua carreira em 1997, enquanto Brian May e Roger Taylor começaram carreira solo.

Pegos pelo prestígio de sua antiga formação, e com a bênção de John Deacon, os dois músicos decidiram reformar o Queen, primeiro com Paul Rodgers, ex-vocalista do Free, até 2008, depois com Adam Lambert, finalista do programa American Idol em 2009: "um presente do céu", diz Brian May sobre ele.

'Freddie adoraria isso'

May e Taylor obviamente foram seduzidos por esse jovem cantor excêntrico, capaz de ir de uma jaqueta de couro cravejada a uma fantasia de leopardo, mantendo ao mesmo tempo sua voz num tom muito alto. Os fãs também adotaram o artista de 36 anos, que não tenta imitar ou substituir Freddie Mercury, e pede permissão do público para retomar suas canções.

Apresentado agora como "Queen and Adam Lambert", a banda realizou 52 shows na Europa e nos Estados Unidos em 2017, e fez turnê pela Oceania em 2018, antes de voltar a se apresentar na Europa e em Las Vegas.

Na plateia estão os fãs históricos, que vieram ouvir Mercury no palco durante sua última turnê em 1986, e as gerações mais jovens, felizes em comparecer a um show do Queen.

"Continuo dizendo a mim mesmo: 'quem poderia ter imaginado isso?', e 'Freddie teria adorado'", escreveu Brian May no Instagram poucos dias antes da exibição do filme.

"Espero que ele esteja em algum lugar não muito longe, com um sorriso travesso no rosto".

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