BNDES recebe novos projetos de filmes

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) recebe, a partir desta quarta-feira, dia 1.º de agosto, projetos de filmes e vídeos de ficção ou documentários a serem total ou parcialmente financiados pela Lei do Áudio Visual. Desde 1995, o banco destinou cerca de R$ 19 milhões de seu imposto a pagar a este tipo de patrocínio e participou de 87 produções, algumas delas em andamento, outras já concluídas e exibidas com sucesso, como A Guerra de Canudos, Mauá - o Imperador e o Rei, Orfeu, Dorival Caymmi, Amores Possíveis e Eu, Tu, Eles.O banco dividiu seus patrocínios entre três categorias: documentários com até 30 minutos de duração (cujo patrocínio vai até R$ 120 mil), documentários com duração entre 30 minutos e uma hora (patrocínio até R$ 200 mil) e documentário ou ficção com mais de uma hora (patrocínio de até R$ 500 mil ou 30% do orçamento, o que foi menor). Não está definido quanto será destinado a cada categoria e o filme pode estar em qualquer fase de produção, mas o banco privilegia diversidade de tema e de região onde é feita a produção. O resultado da seleção deve sair em meados de novembro. Os projetos, com currículo do produtor e do diretor, elenco (se estiver definido), cronograma de produção, detalhamento da captação e montante dos recursos já prometidos, assim como carta de interessados na exibição deve ser encaminhado ao banco, junto com o formulário obtido no site http://www.bndes.gov.br/cultura, devem ser enviados ao banco até 31 de agosto. Os documentos relativos à aprovação do projeto no Ministério da Cultura e na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também devem ser anexados, assim como o contrato social ou o estatuto da produtora responsável.Segundo a superintendente da Área de Comunicação do BNDES, Elizabeth São Paulo, o número de candidatos ao financiamento tem crescido em qualidade e quantidade. "Para 2001, esperamos pelo menos 140 projetos, o mesmo número do ano passado. Não foi possível financiar todos, mas isso não quer dizer que só escolhemos os bons. Quem ficou fora deve se inscrever novamente", disse. "Só não antecipamos quanto será investido ou quantos projetos serão aprovados pois isso depende do imposto a pagar em 2001."Esse número cresceu desde 1995, quando dez produções receberam R$ 1,2 milhão. No ano passado, R$ 7,1 milhões foram distribuídos entre 26 produções, dez documentários e 16 filmes de ficção, entre eles de diretores consagrados como Cacá Diegues (Deus é Brasileiro) e Hector Babenco (Carandiru). "Esse apoio ao cinema é essencial para a manutenção dos valores nacionais e para a geração de emprego e renda", ressaltou Elizabeth. "O retorno financeiro tem sido pouco expressivo, mas essa não é nossa meta principal, pois o dinheiro vem do imposto a pagar. Já o retorno institucional é excelente, tanto em fixação da marca quanto na geração de emprego."Os números do Ministério da Cultura indicam que há muito espaço para crescimento da indústria cinematográfica, que atualmente tem cifras tímidas. Num país com mais de cinco mil municípios e 170 milhões de habitantes, havia, no ano passado, 1.525 salas de cinema que abrigaram um público de 80 milhões de pagantes, ou seja, menos da metade da população foi ao cinema uma só vez no ano passado. Elizabeth ressalta ainda que a televisão e as novas mídias também são veículos importantes para essas produções. "Por isso, um dos nossos critérios para seleção dos filmes é a possibilidade de exibição", avisa Elizabeth. "Os principais são o currículo das pessoas envolvidas (produtor, diretor, elenco etc), adequação do tema à imagem da instituição, orçamento e roteiro. A possibilidade de retorno investimento também conta, já que somos um banco, mas tem um peso muito menor que os outros itens."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.