BNDES aumenta investimento em cinema

O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) prevê investir R$ 10 milhões em cinema e vídeo, documentário e de ficção, em 2003, por intermédio da Lei do Audiovisual. É 40% a mais que no ano passado (R$ 7 milhões), mas fica aquém do investimento de 2001 (R$ 14 milhões). Esta semana, foram abertas as inscrições de projetos e o banco espera receber cerca de 250 propostas. O prazo vai até 8 de agosto e, em meados de novembro, deve sair a lista dos aprovados. Os tetos por projeto são R$ 500 mil ou 30% (o que for menor) para longa-metragem de ficção; R$ 200 mil para documentário de ficção; e R$ 120 mil para documentário de curta-metragem (até 30 minutos). Em junho, o presidente do BNDES, Carlos Lessa, anunciou que o aumento da verba seria, no mínimo, de 20%. A chefe de Comunicação e Patrocínios do BNDES, Elizabeth São Paulo, avisa que a quantia ainda pode crescer ou diminuir. "Como usamos a renúncia fiscal, a verba é uma fração do Imposto de Renda, calculado em função do lucro deste ano. E ainda é cedo para prevê-la", explica, anunciando uma novidade. "A partir desse ano, só trabalhamos com candidatos quites com o banco. Ou seja, quem deve projeto de anos passados não receberá novo financiamento. O filme ou vídeo não precisa ter sido lançado comercialmente, mas deve estar concluído, pronto para estrear." Com o comprometimento da BR-Distribuidora até 2005 e o prejuízo declarado da Eletrobrás, o BNDES é a única empresa estatal a investir em novos projetos para filme e vídeo. Furnas também anunciou a retomada dos editais esta semana. Em oito anos da Lei do Audiovisual, o BNDES investiu R$ 40,6 milhões em 154 produções. As propostas devem ser enviadas para a sede do banco (Avenida Chile, 100 - Térreo, CEP 20031-917- Rio de Janeiro).

Agencia Estado,

11 de julho de 2003 | 12h26

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