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Billy Wilder, Alain Resnais: Clássicos do cinema para assistir no streaming durante a quarentena

'Fedora' e 'Meu Tio da América' são algumas das opções para quem quer conhecer mais da história do cinema

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2020 | 05h00

Billy Wilder morreu quase centenário em 2002 – aos 96 anos. Havia feito seu último filme mais de 20 anos antes – Amigos, Amigos, Negócios à Parte, de 1981 –, mas a verdadeira despedida ocorrera três anos antes, com Fedora. Na época, o filme foi considerado só uma retomada menos inspirada do clássico Crepúsculo dos Deuses/Sunset Boulevard, de 1950, mas com o tempo adquiriu status de cult. Em tempos de pandemia, em que a quarentena é recomendada, vale ver e rever esse grande filme de Wilder. É o que se pode fazer no streaming do Mubi, que também dispõe de outros clássicos que, com certeza, farão a felicidade dos cinéfilos. Wilder, Alain Resnais, Jacques Becker? Corre para o Mubi, sua cinemateca digital.

 

Fedora

Billy Wilder e o roteirista I.A.L. Diamond, parceiros de longa data, basearam-se no livro escrito pelo ator Tom Tryon (de O Cardeal, de Otto Preminger). Morre uma famosa estrela que havia se retirado do cinema e, durante o funeral, um produtor lembra como tentou convencê-la a voltar numa nova versão de Anna Karenina. Há mais de 40 anos, os críticos destacaram as similaridades com Sunset Boulevard, mas lamentaram que a atriz Marthe Keller não tivesse o carisma de Gloria Swanson. O tempo deu ganho de causa a Marthe, e a revelação do desfecho é... Chocante? 

Meu Tio da América

Alain Resnais ganhou o Grande Prêmio Especial do Júri em Cannes, em 1980 – a Palma de Ouro daquele ano foi dividida entre Akira Kurosawa (por Kagemusha) e Bob Fosse (All That Jazz). Kirk Douglas presidia o júri, é bom lembrar. Resnais e o roteirista Jean Gruault se inspiraram nas pesquisas do médico e biólogo Henri Laborit, e em seus estudos (behavioristas) sobre o comportamento humano. Homens e ratos de laboratório, reagindo aos estímulos. Gérard Depardieu, a futura diretora Nicole Garcia, um filme que estava à frente do seu tempo, e continua na vanguarda do cinema. 

Os Amantes de Montparnasse

A cinebiografia do pintor Modigliani por um dos gigantes do cinema francês. Com o maior galã francês da época – Gérard Philipe, que morreria prematuramente em 1959, aos 36 anos – e Anouk Aimée, antes de estourar em 1960 com A Doce Vida, de Federico Fellini, ao lado de Marcello Mastroianni. A crítica da época considerou que o diretor Jacques Becker, autor do belíssimo Casque D’Or/Amores de Apache, de 1952, não se comprometeu com o material, como em outros filmes. Será? Grandes cenas permanecem na lembrança de quem viu.

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