Jordan Strauss/Invision/AP
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Bilheterias de US$ 40 mi? A vitória em 2015 foi dos 'fracassados'

Bilheterias de 'Boyhood' e 'Birdman', dois dos favoritos, não chegaram a US$ 40 mi no mercado interno norte-americano

Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

22 de fevereiro de 2015 | 03h00

Não foi um bom ano para a indústria de Hollywood. Os custos inflaram, o público caiu - foi a frequentação mais baixa em bem uma década, mas, como alento, pode-se dizer que justamente em dezembro, no finalzinho de 2014, o público reagiu e mais espectadores foram ao cinema do que no mesmo período de 2013. Isso talvez ajude a entender como dois dos principais indicados para o Oscar são filmes de prestígio, mas rotundos fracassos de bilheteria - Boyhood e Birdman não chegaram a US$ 40 milhões no mercado interno norte-americano.

É um ano de claro favoritismo no quesito interpretação. Embora o protesto tenha sido generalizado pela ausência de atores negros entre os 20 indicados - algo que não ocorria há mais de 20 anos -, Julianne Moore (Para Sempre Alice, melhor atriz), Eddie Redmayne (A Teoria de Tudo, melhor ator), Patricia Arquette e J.K. Simmons (Boyhood e Whiplash, melhores coadjuvantes) devem ganhar hoje à noite. O empecilho para Julianne chama-se Marion Cotillard (Dois Dias e Uma Noite) e o de Redmayne não é outro senão ele mesmo, que consegue ser o pior num filme arrasado pela crítica (O Destino de Júpiter, dos irmãos Wachowski).


Todo mundo é capaz de apostar que o favoritismo para melhor filme é de Boyhood - o filme de Richard Linklater, fundado sobre um conceito original (acompanha uma década na vida de seus personagens). Tudo indica que sim, mas não. Birdman, de Alejandro González-Iñárritu, sacramentado pelo Producer’s Guild, deve ganhar filme e/ou direção. 

Os norte-americanos são loucos por representação, e o longa do mexicano tem a cara deles, o que indica que atores e técnicos, que também votam na categoria, poderão (deverão?) avalizar o filme que aborda os bastidores do teatro e do cinema. Naturalmente que, se nada disso se concretizar, sempre haverá o recurso de dizer que o Oscar é mesmo uma caixinha de surpresas.

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