Bilhete caseiro

Você já sai de casa com a entrada na mão, mas funcionários nem sempre estão bem-informados sobre o sistema

Erika Riedel e Pedro Henrique França,

08 Fevereiro 2024 | 15h49

Comprar ingresso pela internet exige mais do que um número de cartão de crédito. É preciso paciência para suportar os 10 minutos em que a sua vida será vasculhada, antes que a entrada seja emitida. A maioria das distribuidoras remete o comprador ao site Ingresso.com. Ele comercializa bilhetes para as redes Severiano Ribeiro (Kinoplex), Cinemark, UCI, além de Unibanco Arteplex e Espaço Unibanco. Antes da primeira compra é preciso se cadastrar, o que leva em média 5 minutos. O site pede que você digite nome, endereço, telefone, e-mail, CPF, data de nascimento e nome da mãe. Uma vez escolhido o filme e a sessão, aí sim é solicitado o número do cartão. Confirmada a compra - que não pode ser cancelada ou alterada -, você pode imprimir o ingresso em casa ou optar por buscá-lo na bilheteria. Mas escolher a primeira opção não garante que vá escapar das filas (leia ao lado). Nos cinemas em que há lugares marcados, é possível escolher a poltrona. Os cartões aceitos são o American Express, Aura, Cartão Submarino, Diners, Mastercard e Visa - o Cinemark Iguatemi só aceita este último. O site cobra uma taxa de R$ 2,40 - mesmo que você decida pegar o ingresso no cinema. E avisa que, caso o local não tenha uma bilheteria exclusiva da Ingresso.com, você deve chegar com antecedência de 20 minutos. O site da Playarte, por sua vez, pede menos dados cadastrais, mas só aceita Visa, Mastercard e Diners Club. Em compensação a taxa é de R$ 1. COMPRA TRANQÜILA, BILHETERIA CONFUSA No Cinemark Pátio Higienópolis constatamos que comprar pela internet não facilita muita coisa. Nosso repórter chegou cinco minutos antes da sessão das 13h40 do dia 9 (de ‘Meu Nome Não é Johnny’). Além de ele ter de pegar a fila (que, tudo bem, estava pequena), o ingresso não foi suficiente para liberar a entrada. Foi preciso esperar a gerente para digitar a senha que permite a impressão do convite que, este sim, dá acesso às salas. Já o Bristol, da Playarte, surpreendeu pela falta de informação. Com o comprovante em mãos, o repórter se deparou com uma grande fila na bilheteria. Com a esperança de que a compra pela internet evitasse o transtorno, perguntou à funcionária se era preciso pegá-la. Resposta: "Sim". Mas ao chegar a sua vez, após 10 minutos, foi atendido por outra funcionária que, ao ver o comprovante, ironizou: "Você quer a boa ou a má notícia?" Diante da cara de surpresa do repórter, disse: "Não precisava ter pego a fila. O comprovante tem código de barras, é só apresentar na sala". Ah, tá.

Mais conteúdo sobre:
Oscar dos cinemas 2008

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.