"Bicho de Sete Cabeças" leva 9 prêmios em Recife

Em apenas cinco anos (a primeira edição foi em 97), o Festival do Recife ganhou projeção e hoje é considerado o terceiro mais importante ligado ao cinema brasileiro no País. À sua frente, apenas os mais tradicionais, Brasília e Gramado, mas hoje, cada vez mais, há gente que já considera Recife o melhor de todos e isso por um motivo: a excepcional participação do público recifense. As sessões, apoteóticas, realizam-se no Cine-Teatro Guararapes, que abriga mais de 2.500 pessoas. Esse público imenso veio abaixo no fim da sessão de Bicho de Sete Cabeças, domingo à noite, o último da mostra competitiva.O último foi o primeiro. Na segunda à noite, o público vibrou de novo com os troféus Passista que Bicho recebeu. Foram nove, dois a mais do que em Brasília. Bicho confirmou os principais Candangos que havia recebido no ano passado: melhor filme, direção (Laís Bodanzky), ator (Rodrigo Santoro) e ator coadjuvante (Gero Camilo). E o júri do Recife corrigiu duas injustiças cometidas pelo de Brasília: Bicho recebeu os Passistas de roteiro (Luiz Bolognesi) e atriz coadjuvante (Cássia Kiss).No fim, Bicho recebeu ainda os prêmios de som, montagem e música. Todos poderão ajudar na carreira do filme, que estréia em 22 de junho. Seria uma vitória acachapante se Domésticas, de Fernando Meirelles e Nando Olival, não tivesse ganho dois Passistas: o de fotografia (para Lauro Escorel) e o de melhor atriz (um prêmio conjunto para todas as intérpretes). Isso na categoria ficção. O melhor documentário longo foi Vida em Cana, de Jorge Wolney Atalla, que também ganhou o Passista de direção.O melhor curta de ficção foi O Velho, o Mar e o Lago, do recifense Camilo Cavalcanti, também melhor diretor. E o curta documentário foi Brennand De Ovo Omnia, da também pernambucana Liz Donovan. Todas vitórias merecidas. Não foi um arranjo do júri para agradar à platéia recifense.

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