Benicio del Toro admite que interpretar Che foi desgastante

'Pode ter sido a interpretação mais difícil da minha carreira', diz; filme estréia nos EUA neste final de semana

David Valenzuela, da Efe,

08 de dezembro de 2012 | 11h17

Colocar-se na pele de Ernesto Che Guevara para os filmes Che, o Argentino e Che - A Guerrilha, de Steven Soderbergh, que têm Rodrigo Santoro no papel de Raúl Castro e que têm estréia programada para este sábado, 13, nos Estados Unidos, foi "uma experiência desgastante" para o ator porto-riquenho Benicio del Toro.   Veja também: Benicio del Toro fala sobre o filme 'Che'  Trailer de 'Che'   "Pode ter sido a interpretação mais difícil da minha carreira e definitivamente posso dizer que foi uma experiência desgastante não só fisicamente, mas também mental e verbalmente", disse em entrevista à Agência Efe o conhecido intérprete de filmes como A Cidade do Pecado e 21 gramas.   Del Toro, que já ganhou o prêmio de melhor ator no último Festival de Cannes por esse papel, destacou que o maior desafio de interpretar o Che foi lingüístico, já que esse trabalho constitui seu "o primeiro papel completamente em espanhol".   "Tive que trabalhar muito meu espanhol. E não foi um único filme em espanhol, foram dois, portanto tive que receber muita ajuda", explicou o ator sobre os filmes que chegam amanhã a duas salas de cinema em Nova York e Los Angeles antes de sua real estréia em janeiro.   O ator nasceu em Porto Rico em 1967, mas foi criado na Pensilvânia, nos Estados Unidos, e jamais tinha encarado um personagem que precisava falar o tempo todo em sua língua materna. Por isso, muitos esperam para ver como se sairá Del Toro no papel do lendário guerrilheiro argentino e seu peculiar sotaque.   "O certo é que estou satisfeito com o resultado", reconheceu Del Toro, que ganhou um Oscar de melhor ator coadjuvante em 2001 por Traffic, dirigido pelo próprio Soderbergh, e que este ano poderia colocar-se de novo entre os candidatos para a próxima edição dos prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA.   O ator assegurou que seria bom receber uma nova indicação, mas que, caso isto não ocorra, "não tem problema, porque este ano há atuações muito boas nos títulos que estão entre as apostas para o Oscar.   "A verdade é que se fala de muitos atores que eu admiro muito e dos quais se dizem coisas muito boas. Estou desejando ver as interpretações de gente como Sean Penn, Leonardo DiCaprio, Mickey Rourke e Clint Eastwood", explicou.   Além disso, Del Toro assegurou ter aprendido muito rodando o filme e durante a preparação de seu personagem, um processo que durou sete anos, nos quais o ator navegou por uma multidão de textos escritos pelo próprio Che e outros documentos sobre essa controversa figura da história da América Latina.   "Todos os filmes têm alguma influência em mim. Com este, aprendi muito em assuntos nos quais não teria penetrado se não o tivesse feito, como a história de Cuba, da América Latina e até dos EUA", disse.

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