Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Belas Artes reabre neste sábado com show e sessões especiais

Três salas devem ficar prontas para a reinauguração do espaço fechado há três anos

Flavia Guerra, O Estado de S. Paulo

16 de julho de 2014 | 13h46

Depois de três anos fechado e meses em reforma, o Cine Belas Artes (agora Caixa Belas Artes) finalmente reabre suas portas no próximo sábado, dia 19. A festa começa às 15h30, com show da banda Os Mustaches e Os Apaches, em frente ao cinema. Para isso, duas pistas da Rua da Consolação serão interditadas na altura da esquina com a Avenida Paulista. Por volta das 16 horas, haverá o corte da fita inaugural do espaço e às 17 horas as sessões dos filmes começam.

Como parte da celebração, todos os ingressos custarão R$ 5. " É uma festa aberta e uma forma de devolver este cinema à população, que tanto se mobilizou para que ele fosse reaberto", declarou o diretor e proprietário do Belas Artes, André Sturm.

Ainda que nesta quarta-feira um dos mais tradicionais cinemas de rua de São Paulo esteja em plena fase de obras, para sábado a estrutura já deverá estar funcionando. "Serão abertas as salas 2, 3 e 4. As restantes abrirão em seguida. Talvez a sala 1 já esteja pronta na segunda-feira", afirmou Sturm, que recebeu a imprensa nesta quarta para uma visitação.

Também esteve presente o secretário de Cultura de São Paulo, Juca Ferreira. "É uma conquista muito importante da cidade. A reabertura do Belas Artes vai ao encontro de nossas ações para revitalizar o centro e a cultura da cidade", declarou Ferreira, que também ressaltou que a passagem subterrânea ao lado do Belas Artes será revitalizada em breve. "É um plano integrado. É uma das nossas prioridades. Uma vez encerrada a Copa do Mundo, ações como o Belas Artes, o investimento nos cinemas de rua e na cultura do Centro entram como prioridade", completou o secretário.

Entre as atracões do sábado, haverá sessões de A Malvada, Medos Privados em Lugares Públicos, Quanto Mais Quente Melhor, entre outros. "São filmes que fazem parte da história do Belas Artes. Medos Privados, por exemplo, entrou na programação de reinauguração porque ficou três anos e meio em cartaz. E volta agora, dando a sensação de que nunca saiu na verdade. Quis exibi-lo para ter esta sensação de que o Belas Artes também nunca fechou", comentou Sturm. 

Sobre a decisão de reabrir ainda com algumas salas em obras, o diretor afirmou que mantém a data em julho é uma forma de cumprir com o compromisso de entregar o cinema para a cidade. "Além de ainda ser uma semana antes do casamento da minha filha (Barbara Sturm, programadora do espaço), ser mês de férias e haver muitos turistas aqui, é para afirmarmos: 'Olha, reabriu! Agora é terminar as outras salas e continuar o trabalho. Para que nunca mais fechemos'", disse Sturm, que prevê a reabertura das demais salas restantes para daqui a 15 dias. 

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