'Bela Junie' traz incerteza de romances na adolescência

Diretor francês retrata drama romântico ambientado numa escola de classe média em Paris

Reuters,

08 de dezembro de 2030 | 17h33

O diretor francês Christophe Honoré ("Em Paris", "Canções de Amor") revisita um clássico da literatura do século 17 - "A Princesa de Clèves", de Madame de La Fayette - para extrair livremente o argumento de seu novo filme, "A Bela Junie", drama romântico ambientado numa escola de classe média em Paris.   Veja também: Trailer de 'A Bela Junie'   A chegada de uma nova aluna, Junie (Léa Seydoux), abala a rotina. Prima de Mathias (Esteban Carvajal-Alegria), ela decidiu mudar de escola para enfrentar a depressão causada pela morte recente da mãe. No novo ambiente, a garota bonita e reservada provoca paixões.   Menina que parece difícil de contentar, afinal ela aceita o pedido de namoro do mais tímido de seus pretendentes, Otto (Grégoire Leprince-Ringuet). Mas eles são muito diferentes. E Junie também atrai a paixão de um de seus professores, Nemours (Louis Garrel, de "Amantes Constantes").   Italiano e professor de música, o não menos belo Nemours também desperta paixões tanto entre professoras quanto alunas - e costuma corresponder à maioria, em geral ao mesmo tempo. Junie parece afetá-lo de outra forma, especialmente porque não se mostra disposta a ceder à atração que também sente por ele.   Como sempre nos filmes de Honoré, a presença da música é muito forte. Aqui, é marcada pelas baladas do cantor e compositor Nick Drake - que têm muito a ver com o clima e a trama. O ambiente coletivo da escola, afinal, é tão personagem quanto cada um dos alunos, cujos afetos, invejas e disputas despertam a todo momento.   O incidente envolvendo uma carta perdida, que remete a uma intriga que até então passou despercebida, lembra a origem da história no romance do século 17. A frequente lembrança da fragilidade do amor também homenageia filmes de François Truffaut , como "O Homem que Amava as Mulheres" e "O Amor em Fuga").   Honoré aposta demais no belo rosto de Lea Seydoux para traduzir seu enigma. É um filme que se enamora da indiscutível beleza de seus personagens e procura captar a fluidez das paixões da adolescência.   (Por Neusa Barbosa, do Cineweb)   * As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

Tudo o que sabemos sobre:
Bela Junie

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.