Jon Nazca/Reuters
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Banderas: 'Almodóvar quase se torna japonês, muito minimalista'

Ambos trabalharam juntos no filme 'A Pele que Habito', 'uma experiência fantástica' e 'difícil', segundo o ator espanhol

EFE,

08 Abril 2011 | 15h46

MÁLAGA - Antonio Banderas afirmou nesta sexta-feira que o diretor Pedro Almodóvar "se tornou quase japonês, muito minimalista", e que em termos artísticos notou nele "uma mudança muito grande". O ator, que deu uma entrevista coletiva em sua cidade natal, Málaga (sul da Espanha), disse que Almodóvar "abandonou um pouco o barroco e se tornou um diretor muito mais breve, mais profundo".

 

Ambos trabalharam juntos no filme A Pele que Habito, que foi "uma experiência fantástica", mas também "difícil" para Banderas, considerando que Almodóvar é "complexo". "Movimenta o chão pelo qual pisa e é aí onde está a criação", explicou o ator, assegurando que o diretor espanhol "sabe movimentar muito bem seus atores nesse sentido".

 

Sobre seus projetos, Banderas disse que acredita começar no próximo ano em Málaga a filmagem de Solo, seu terceiro filme como diretor após Loucos do Alabama e O Caminho dos Ingleses, e na qual também participará como ator. De forma "realista", explicou, não poderá abordar a filmagem de Solo até janeiro do ano que vem, já que em setembro começará a promoção de A Pele que Habito e em outubro promoverá Black Gold, rodado na Tunísia sob a direção de Jean-Jacques Annaud.

 

Além disso, Banderas deve produzir um filme com o diretor Gabe Ibáñez, na qual também atuará, um projeto que apresentará em Cannes (França) junto ao do filme . A este respeito, disse que conseguiram recentemente um acordo com duas produtoras, a espanhola Vértice 360 e a francesa Quinta; com elas está analisando como "encaixar" ambas as filmagens em 2012.

 

Sobre seu anunciado Boabdil, sobre a vida do último rei árabe de Granada (sul da Espanha), Banderas explicou que "vai bem" porque o produtor é um tunisiano-francês que "trabalha com fundos catarianos". No entanto, o ator apontou que o "problema" deste projeto é que "é caríssimo" e "no momento financeiro difícil pelo qual as pessoas estão passando se retrai muito um investimento que pode rondar os 50 ou 60 milhões de euros".

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