'Avatar' e morte de Michael Jackson vão marcar 2009

O inovador filme de ficção científica "Avatar", a morte de Michael Jackson e o fato de Hollywood ter superado os 10 bilhões de dólares nas bilheterias estão entre os momentos mais significativos de 2009, na avaliação do American Film Institute.

JILL SERJEANT, REUTERS

29 de dezembro de 2009 | 22h06

O advento do Twitter como força promocional no marketing da TV e do cinema, o experimento de redução de custos da NBC com o seu "The Jay Leno Show" e a - na opinião da AFI - perda de limites para os reality shows também foram incluídas na lista de principais tendências, feitos e influências midiáticas de 2009.

A AFI qualificou "Avatar", uma animação em 3D do diretor James Cameron, lançada há duas semanas com grande sucesso de crítica e bilheteria, como um "marco na evolução" do cinema.

A entidade disse que a mistura de narração e efeitos visuais de "Avatar" "terá profundos efeitos no futuro da forma artística" da realização de filmes.

Já a repentina morte de Michael Jackson , aos 50 anos, em junho, foi notável pelo luto global que provocou e pelo "panegírico global sem precedente" do seu filme-ensaio póstumo, "This Is It", segundo o instituto.

A lista lembra que musicais e comédias no cinema provaram ser um refúgio para os norte-americanos numa época de crise econômica. Na semana passada, a arrecadação das bilheterias dos cinemas na América do Norte superou pela primeira vez na história os 10 bilhões de dólares em um só ano.

Os casos do "menino do balão" - na verdade uma simulação dos pais de que o garoto teria se desgarrado em balões de gás - e do casal de penetras numa festa da Casa Branca mostram, segundo o AFI, que os reality shows ultrapassaram um limite em 2009, "quando o anseio cultural pela celebridade entrou em uma perigosa nova direção". Em ambos os casos, os casais envolvidos desejavam participar de um reality show.

Sobre a passagem do programa de Leno para o horário nobre, em setembro, a entidade considerou que se trata de mais um capítulo na transição para programas mais baratos, o que inclui também a fuga da dramaturgia de qualidade da TV aberta para a TV paga.

A lista da AFI inclui também o desligamento da TV analógica nos EUA, em junho de 2009, e o cancelamento de duas séries tradicionais que iam ao ar durante o dia, além do "ano extraordinário" para a animação.

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