Chris Pizzello/Invision/AP, File
Chris Pizzello/Invision/AP, File

Ava DuVernay, diretora de 'Selma', é eleita governadora da Academia do Oscar

Com a chegada de Ava DuVernay, sobe para 12 o número de pessoas não-brancas entre os governadores da Academia, que concede o Oscar

Redação, O Estado de S. Paulo

11 de junho de 2020 | 10h11

A diretora negra Ava DuVernay somou-se nesta quarta-feira, 10, à junta de governadores da Academia das Artes e Ciências Cinematográficas, muito criticada nos últimos anos pela falta de diversidade entre seus membros e os indicados ao Oscar.

A Academia anunciou o resultado da eleição de seus integrantes e quatro mulheres irão estrear na junta, como Lynette Taylor, que produziu a cerimônia deste ano. A atriz Whoopi Goldberg está entre os membros reeleitos. "Após esta eleição, o número de governadores mulheres aumenta de 25 para 26 e o de pessoas não-brancas, de 11 para 12", incluindo três governadores eleitos pelo presidente da Academia.

A escolha de Ava acontece após o lançamento do movimento #OscarsSoWhite, em janeiro de 2015, em resposta ao fato de todos os indicados ao prêmio terem sido brancos, no mesmo ano em que Selma estava na disputa. O longa sobre os direitos civis foi indicado a melhor filme e ganhou o prêmio de melhor canção original, mas considera-se que foi boicotado nas demais categorias.

O astro de Selma, David Oyelowo, que não foi indicado, revelou na semana passada que os membros da Academia ameaçaram boicotar o filme depois que seu elenco e equipe protestaram contra a morte de Eric Garner na pré-estreia do longa, em 2014.

Garner, um homem negro, morreu asfixiado por um policial, como ocorreu há um mês com George Floyd, o que gerou protestos em todos os Estados Unidos contra o racismo e a violência policial.

A Academia respondeu na última quinta-feira, 10, com um tuíte: "Ava e David, nós os ouvimos. Inaceitável. Estamos comprometidos com o progresso."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.