Alessandro Bianchi/ Reuters
Alessandro Bianchi/ Reuters

Atriz sul-coreana denuncia abusos do diretor Kim Ki-Duk

Pedindo anonimato, artista afirma ter apanhado do cineasta e ser obrigada a fazer cenas de nudez e sexo

AFP

15 Dezembro 2017 | 11h20

Oculta atrás de um biombo branco, uma atriz sul-coreana acusou o conhecido diretor de cinema Kim Ki-Duk de agredi-la sexualmente durante uma filmagem, uma denúncia muito pouco comum em um país extremente conservador, onde as vítimas temem a vergonha pública.

Kim é um dos cineastas mais proeminentes da Coreia do Sul e seu currículo inclui um Leão de Ouro no Festiva de Veneza por Pieta e um Urso de Ouro no Festival de Berlim por Samaritan Girl.

Kim é conhecido por contratar atrizes pouco conhecidas.

Mas a atriz, que pediu para manter o anonimato, afirmou aos jornalistas que sua participação no filme Moebius (2013) - um thriller sobre o incesto - a deixou "profundamente traumatizada".

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Ela acusou Kim de abusos físicos e sexuais, afirmando que ele bateu nela durante as filmagens e a obrigou a fazer cenas de nudez e sexo que não estavam no roteiro.

"Estava morrendo de modo. Tinha medo que voltasse a me pegar se dissesse algo contra ele", declarou.

Por fim, ela acabou não aparecendo no filme, o que pôs fim a sua carreira de 20 anos como atriz. Durante muito tempo buscou ajuda de advogados, que sugeriram que ela esquecesse o caso.

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No entanto, conseguiu apresentar uma denúncia e, na semana passada, Kim, de 56 anos, foi condenado a pagar 4.600 dólares por agressão física. No entanto, outras acusações foram arquivadas, incluindo a de assédio sexual por alegação de falta de provas.

Sua denúncia acontece em um momento em que o movimento "#MeToo" continua expondo em todo mundo casos de agressão e assédio sexual em vários setores da sociedade, principalmente na indústria cinematográfica americana, como os casos envolvendo o megaprodutor Harvey Weinstein e o ator Kevin Spacey.

 

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