Peter Rae/EFE
Peter Rae/EFE

Atriz descreve suposto comportamento inadequado de Geoffrey Rush durante peça

Este é o primeiro caso de difamação da era #MeToo na Austrália

Tom Westbrook e Kate Ashton, Reuters

30 Outubro 2018 | 11h07

O ator Geoffrey Rush tocou os seios de uma colega de elenco e a humilhou com insinuações sexuais durante uma produção de Rei Lear, disse a atriz a um tribunal australiano nesta terça-feira, 30, à medida que o grupo de comunicação News Corp se defendia por ter publicado alguns detalhes de suas queixas.

No primeiro caso de difamação da era #MeToo na Austrália, Rush está processando o braço australiano da News Corp devido à publicação de uma série de artigos, que dizem que o ator foi alvo de uma denúncia à Companhia de Teatro de Sydney referente à produção de 2015.

No ano passado, o jornal Daily Telegraph de Sydney publicou uma série de artigos afirmando que o ator foi acusado por uma colega de conduta inadequada não especificada.

Os artigos não identificaram a acusadora nem detalharam a conduta, mas a atriz Eryn Jean Norvill, que interpretou Cordelia, a filha de Lear, foi convocada a fornecer evidências pela News Corp, que defende as reportagens.

Rush, de 67 anos, astro do teatro da Austrália que recebeu um Oscar de melhor ator em 1997 pelo filme Shine – Brilhante e desde então apareceu na franquia Piratas do Caribe, negou qualquer conduta imprópria.

Mas Eryn, em alguns momentos com a voz embargada, disse que Rush se comportava constantemente de forma inadequada com ela e outras mulheres da produção, durante depoimento no Tribunal Federal de Sydney.

“Ele me olhava, sorria e fingia apalpar com as mãos, lambia os lábios, erguia as sobrancelhas, esbugalhava os olhos, às vezes parecia rosnar”, contou Eryn.

Rush disse à corte que as reportagens insinuavam que ele era um grande pervertido ou culpado de uma grande depravação e que não correspondiam com suas lembranças da produção.

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