Atores contam sobre filmagem de "Anaconda 2"

Assim que recebeu o roteiro de Anaconda 2 - A Caçada pela Orquídea Sangrenta, Johnny Messner correu logo para ler o final da história. "Como eu morro em todos os filmes que rodei até agora, não queria acabar mal de novo", conta o ator, um dos poucos que sobrevive ao ataque das cobras gigantes nessa produção de horror que chega hoje aos cinemas brasileiros. Messner e os demais nomes do elenco sabem que, quando anacondas estrelam um longa-metragem hollywoodiano, os atores envolvidos são apenas coadjuvantes na trama e, na maioria das vezes, acabam mesmo como comida de predador gigante - para o delírio dos apreciadores do gênero. Afinal, parte da graça para o espectador está justamente em adivinhar quem será o primeiro a ser engolido."O importante é causar uma boa impressão enquanto tentamos fugir da anaconda", brinca a atriz Kadee Strickland, lembrando que até Jennifer Lopez iniciou a carreira contracenando com a serpente das águas. A atriz de origem latina mais bem paga do cinema atual traz, sim, no currículo Anaconda, o original que arrecadou mais de US$ 136 milhões de bilheteria mundialmente em 1997 (também estrelado por Ice Cube e Owen Wilson). Foi obviamente esse número atraente que impulsionou a Columbia Pictures a revisitar o universo das anacondas, promovendo a tradicional carnificina entre o elenco. Só que desta vez a trama é ambientada no Borneo, nas ilhas Fiji, e não mais no Brasil.Nesse longa-metragem dirigido por Dwight Little, mais conhecido por ter assinado Crime na Casa Branca, um grupo de cientistas e executivos segue para Borneo em busca de uma orquídea que floresce por apenas duas semanas a cada sete anos. A flor desperta a ganância do grupo por conter um líquido que promete prolongar a vida. ?As seqüências que Hollywood realiza hoje estão mais criativas que as de antigamente. É só lembrarmos de Alien vs Predator ou Jason vs Freddy, diz Messner. Ele reconhece, no entanto, que Anaconda 2 só tem apelo junto aos fãs do gênero, muito mais preocupados com a ação do que com a trama, geralmente previsível, e os diálogos, pouco plausíveis. ?O que eles querem ver na tela é a cobra puxar uma vítima debaixo d?água, ressurgir com a pessoa na boca e engoli-la lentamente."Atraída pelas exigências físicas de sua personagem e pela chance de passar três meses em Borneo, Kadee acredita que a continuação de Anaconda atrairá o público de King Kong, Godzilla e similares". Nos EUA, a produção já soma bilheteria de mais US$ 27,5 milhões em três semanas de exibição. ?Não dá para negar que é gostoso ficar com medo no escurinho do cinema." Assim como sua personagem, Kadee odeia cobras. ?Não gostava de me aproximar nem mesmo das cobras robôs com quem contracenávamos no set", diz a atriz, que teve uma unha do pé arrancada durante a filmagem. ?Ao rodar uma cena atolada na lama bati o pé em pedra. Aquele grito foi mesmo de verdade", brinca.O ator Matthew Marsden, que interpreta o líder egocêntrico do grupo, não se incomodou pelo fato de ser devorado pelo réptil assassino. ?Se até Jon Voight encarou a missão, quem sou eu para recusar?." Ele lembra que a morte de Voight é a cena mais divertida do primeiro filme, um sucesso inesperado na época. ?O senso de humor de Voight só confirmou a tendência dos filmes B para a autoparódia", diz, referindo-se ao momento em que o ator veterano dá uma piscada para Jennifer Lopez ao ser vomitado pela anaconda - para ser devorado mais tarde.

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