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Ator do clássico 'Butch Cassidy and the Sundance Kid', Robert Redford faz 79 anos

Também diretor, sua estreia na função foi em 1980, com 'Gente Como a Gente', que ganhou 4 Oscars; veja vídeos e galeria

Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

18 de agosto de 2015 | 13h35

Muita gente brinca dizendo que Robert Redford é a prova de que viver faz mal à saúde. Por sua pele muito clara, não se pode dizer que ele tenha envelhecido bem, mas o jovem Redford foi um assombro. Fez filmes em dupla com grandes estrelas (Jane Fonda, Barbra Streisand, etc.), mas no imaginário do público o parceiro ideal foi Paul Newman, com quem dividiu a cena em dois clássicos – Butch Cassidy e Golpe de Mestre.

Surgiram outros golpes de mestre, depois – o mesmo título –, mas nenhum como o que George Roy Hill realizou em 1973, recebendo os Oscars de filme e direção daquele ano. Roy Hill já dirigira a dupla quatro anos antes no western desmistificador Butch Cassidy, em que Redford e Newman formavam dupla de assaltantes de trens no Velho Oeste.

Na época, o cinema que celebrava os pistoleiros do entardecer, o fim da lenda e as mudanças comportamentais produzidas ao longo de toda a década de 1960, permitia que, à maneira de Jules e Jim no clássico de François Truffaut, Butch/Newman e o Sundance/Redford vivessem um triângulo com a Etta Place de Katarine Ross.

A cenas da bicicleta representava esse ideal de viver a três, e era tão bonita que contribuiu para que Raindrops Keep Fallin’ on My Head ganhasse o Oscar de canção. Charles Robert  Redford Jr. nasceu em Santa Monica, na Califórnia, em 18 de agosto de 1936, o que significa que está completando 79 anos – quase 80. Estreou em 1960, aos 24 anos, como jogador de basquete em Tall Story/Até os Fortes Vacilam, mas o par de protagonistas era formado por Anthony Perkins e Jane Fonda.

Com Jane voltou a trabalhar, nos anos seguintes, em Caçada Humana, de Arthur Penn, e Descalços no Parque, de Gene Saks. E também foi o galã da jovem Natalie Wood em A Procura do Destino, de Robert Mulligan, e Esta Mulher É Condenada, que Sydney Pollack adaptou de uma peça curta de Tennessee Williams. De Pollkack tornou-se parceiro numa série de ótimos filmes, sendo o melhor de todos Mais Forte Que a Vingança/Jeremiah Johnson, realmente uma obra-prima. Mas não se pode omitir Nosso Amor de Ontem, Três Dias do Condor, Entre Dois Amores/Out of Africa, que ganhou os Oscars de filme e direção.

Os bons filmes incluem Willie Boy, de Abraham Polonsky; Todos os Homens do Presidente, de Alan J. Pakula; O Candidato, de Michael Ritchie. Todos abordam temas políticos e filiaram Robert Redford às correntes liberais e progressistas dos EUA. Não necessariamente políticos, mas não menos bons, destacam-se Os Quatro Picaretas, de Peter Yates, e Brubaker, de Stuart Rosenberg – e esse até que é bem politizado, com sua visão crítica do sistema carcerário norte-americano.

Como diretor, estreou com Gente Como a Gente, que também ganhou  quatro Oscars e depois dirigiu Sonia Braga, a eterna Dona Flor, em Rebelião em Milagro. A obra de diretor inclui também Nada É para Sempre, Quiz Show, O Encantador de Cavalos e Leões e Cordeiros.

Notório ambientalista, ligado a causas conservacionistas nos EUA (e no mundo), Robert Redford gosta de dizer que a obra de sua vida é o Sundance Festival, que criou no fim dos anos 1980 e virou a grande vitrine da produção independente norte-americana e mundial. 

Em janeiro deste ano, Regina Casé foi melhor atriz no Sundance Festival por Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert. Há expectativa de que o filme e até ela cavem indicações para o próximo Oscar. Robert Redford foi extraordinário como o velho solitário enfrentando a fúria do mar em Até o Fim. E, no ano passado, fez um papel meio raro em sua carreira – o vilão de Capitão América/Soldado Invernal.

 

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