Estúdios Disney
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Ator Bradley Pierce, que dubla Lefou de 'A Bela e a Fera', diz que ele sempre foi gay

O remake da animação de 1991, que chega aos cinemas, vem cercado de polêmica por conta da discussão sobre a orientação sexual do personagem

Agencias Internacionais, O Estado de S.Paulo

09 Março 2017 | 10h09

O ator Bradley Pierce que fez a voz de Lefou da animação A Bela e a Fera, de 1991, entrou na polêmica envolvendo a orientação sexual do personagem da Disney, que ganha remake em live-action, e que estreia no Brasil dia 16. “A única coisa que faz ele parecer hétero é quando ele fica impressionado com as trigêmeas (as Bimbettes). De resto, lefou sempre foi o braço gay do Gaston”, falou em entrevista ao site TMZ.

O filme, dirigido por Bill Condon (da saga Crespúculo), é protagonizado por Emma Watson, que faz a Bela, e pelo ator Dan Stevens, no papel da Fera. Traz ainda no elenco, Ewan McGregor (candelabro Lumière), Ian McKellen (relógio Cogsworth) e Josh Gad (Lefou). A história que a Disney adaptou primeiro em animação, em 1991, foi baseado no conto escrito originalmente por Gabrielle-Suzanne Barbot em 1740.

Por conta da suposta homossexualidade de Legou, o filme vem recebendo alguns boicotes de exibidores no mundo. Nos Estados Unidos algumas salas decidiram não exibir o longa, e na Rússia, ele recebeu a classificação indicativa de 16 anos.

Pierce acredita que mesmo com a polêmica, as pessoas vão assistir o filme. “As pessoas podem fazer o que quiserem, inclusive fechar suas mentes. A mágica continua lá, as pessoas ainda verão o filme”. E ironizou: “As pessoas pensam 'Oh, eles colocaram um personagem gay no meu filme favorito, que é sobre uma mulher que se apaixona por um búfalo'. Sério, cara? Sério?'.

O intérprete de Lefou no remake de A Bela e a Fera, o ator Josh Gad, já tinha falado a respeito da polêmica sobre o personagem gay, em entrevista a revista People. “Acho que já falamos tudo que era necessário sobre isso, incluindo as pessoas que ainda não viram o filme e fizeram julgamentos. O que vou dizer é que esse filme é algo com inclusão, tem algo a oferecer para todo mundo. Há temas nele que era realmente muito importantes e provavelmente o mais importante é: nunca julgue um livro pela capa”.

 

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