Astros e estrelas atraem público improvável a filmes de arte

Por Steven Zeitchik NOVA YORK (Hollywood Reporter) - Nos primeiros dias doFestival Internacional de Cinema de Toronto deste ano, não erararo ver grupos de adolescentes perguntando por informações arespeito de um certo Zac Efron, que estava na cidade paradivulgar seu novo filme "Me and Orson Welles", que ainda nãoencontrou distribuidora. Algumas delas nem mencionavam Efron por seu nome, como sefazê-lo pudesse dar azar na procura. As fãs simplesmentemostravam a jornalistas revistas de celebridades com a foto doator e perguntavam "você sabe onde ele está?", com acuriosidade muito séria de um investigador tentando localizarum suspeito foragido. Quando a resposta era negativa, as garotas diziam que aindatinham esperança, já que tinham conseguido ingressos para apremière do filme. Poucas histórias ilustram tão bem o poder de umacelebridade para ganhar público. "Orson Welles", misto decomédia e drama ambientado no mundo da intelectualidadenova-iorquina dos anos 1930 e repleto de tiradas espirituosas,não seria normalmente visto como programa típico poradolescentes para uma noite de sexta-feira. Mas coloque o galã de "High School Musical" no filme, e derepente sua première se torna um evento tão importante quanto achegada dos Beatles aos EUA. A presença de Zac Efron foi uma entre vários cruzamentos deestrelas em Toronto. Um dos filmes mais comentados do festivalfoi "Easy Virtue", comédia de costumes britânica cuja históriase passa logo depois da 1a Guerra Mundial. É um filmeagradável, cheio de diálogos hábeis, estrelado por Colin Firth,Kristin Scott Thomas e -- surpresa -- Jessica Biel. Jessica quem? A atriz que ficou conhecida no seriado "7thHeaven", da Warner Bros, e que foi mencionada recentemente namídia por sua inclusão nas listas das "100 mulheres mais sexys"compilada pela FHM e das "100 mais gostosas" da VH1. Jessica Biel não atraiu as mesmas multidões extasiadas queZac Efron. Mas sua presença no filme foi evidentemente pensadapara atrair um público masculino jovem que tenderá mais a ver"A Casa das Coelhinhas" que uma versão modernizada de uma peçade Noel Coward. Mesmo documentários entraram nessa onda. Uma sessão de"Paris, Not France", de Adria Petty, estava lotada deadolescentes rindo enquanto assistiam ao filme, uma apologiados hábitos festeiros de Paris Hilton.

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