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As estreias de cinema da semana comentadas pelo crítico do 'Estadão'

Do colombiano premiado ‘Monos - Entre o Céu e o Inferno’ ao brasileiro ‘A Febre’: variedade e diversidade nas estreias

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2020 | 05h00

Daniel Filho e sua adaptação da peça de Nelson Rodrigues, Boca de Ouro. Maya Da-Rin e seu longa premiado em Locarno, A Febre - no qual está embutida a questão amazônica. Variedade e diversidade não faltaram nas estreias desta quinta, 12.

 

Alice & Só

De Daniel Lieff, a história de uma dupla de aspirantes a cantores e que caem na estrada para tentar participar do maior festival de covers do mundo. Bruna Linzmeyer e Johnny Massaro formam o casal de protagonistas.

 


 

Boca de Ouro

Ator de Nelson Pereira dos Santos na adaptação da peça de Nelson Rodrigues, em 1962, Daniel Filho agora dirige a história do bicheiro assassinado. Marcos Palmeira e Malu Mader lideram o elenco, que também tem Lorena Comparato, Thiago Rodrigues e Silvio Guindane.



 

Casa

Os irmãos David e Alex Pastor escrevem e dirigem o suspense da Netflix espanhola. O executivo que perde o emprego e vende o apartamento luxuoso em que vivia com a mulher. Com Javier Gutiérrez, Ruth Diaz, Bruna Cusí e Mario Casas.

 

 

Destruição Final - O Último Refúgio

Nos EUA, o filme foi diretamente para o streaming, mas no Brasil a distribuidora Diamond aposta no sucesso e promove lançamento em salas. Um casal em crise comemora o aniversário do filho, e é nesse quadro de festa que um cometa - vindo de outro sistema solar - entra em rota de colisão com a Terra e ameaça destruir toda vida. O filme de Ric Roman Waugh tem cenas fortes, mas o que impressiona é o retrato da humanidade. A estreia é na próxima semana.

 

 

Éden - O Mundo de Eva

Coprodução da Hungria e da Romênia, o longa de Agnes Kocsis conta a história dessa garota, Eva, que vive numa bolha. Tudo lhe faz mal - substâncias químicas, poluição do ar, ondas de rádio, etc. Um psiquiatra resolve investigar a origem psicossomática da inadequação de Eva ao ato de viver.

 

 

A Febre

Vencedor do Leopardo de Ouro de melhor ator no Festival de Locarno - para Regis Myrupu -, o longa de Maya Da-Rin é sobre pai e filha. Ela trabalha na área da saúde, ele é indígena (o ator, também) e atua como segurança no porto de Manaus. De repente, o pai apresenta febre. E animais são mortos em reservas que deveriam ser preservadas. A questão do meio ambiente - a floresta amazônica, as queimadas - é visceral para todo o mundo, menos para o atual presidente do Brasil. Um filme necessário.

 

 

Monos - Entre o Céu e o Inferno

Premiado em San Sebastián e Sundance, o longa do colombiano Alejandro Landes passou com sucesso em Berlim e terminou registrando o recorde de público no país de origem. O tema da violência. Uma tal ‘organização’ que treina garotos. Eles sequestram uma norte-americana e vivem no topo de um monte. Um filme que se assemelha ao inferno, mas foi rodado num verdadeiro paraíso - as paisagens são belíssimas. E também são personagens.

 

 

Possessão - O Último Estágio

Toda possessão se desenvolve em três fases e o último estágio é o momento em que a entidade, o Demônio, consolida seu poder sobre os possuídos. O diretor e roteirista Pearry Reginald Teo segue aqui duas linhas. O padre que fez um exorcismo malsucedido e foi parar na cadeia, e o pai viúvo que busca ajuda para entender o que está se passando com seu filho. 

 


 

Quarto 212

Volta ao cartaz o filme de Christophe Honoré que estreou nos cinemas pouco antes da pandemia. Chiara Mastroianni briga com o marido e sai de casa. Vai parar no quarto do título, num hotel com vista para sua antiga casa. Dali ela pode ver o marido, mas também é surpreendida pelo aparecimento de figuras do seu passado e presente. Com Vincent Lacoste e Camille Cotin, prêmio de melhor atriz para Chiara na mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes de 2019.

 

 

O 3º Andar - Terror na Rua Malasana

Na Espanha pós-franquista, casal muda-se com os filhos e o avô das crianças para o número 32 da Rua Malasana. Logo descobrem que há algo errado com a casa. Quem são, ou o que são, esses fantasmas? O diretor catalão Albert Pintó tem tradição no gênero terror, mas esse longa mais parece uma coletânea de clichês. Por momentos, assusta.

 

 

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