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As estreias da semana, de Woody Allen ao candidato do Brasil ao Oscar

'Um Dia de Chuva em Nova York', 'A Vida Invisível' e 'Bixa Travesty' são destaques nos cinemas

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

21 de novembro de 2019 | 07h00

Mais oito filmes entram em cartaz nos cinemas de São Paulo, muitos deles do Brasil, nesta quinta, 21. O melhor é o Woody Allen, Um Dia de Chuva em Nova York, mas tem o candidato do Brasil a uma vaga no Oscar – A Vida Invisível, de Karim Aïnouz. O cinema brasileiro marca tento, novamente, com Bixa Travesty, sobre uma figura emblemática do universo LGBTQ+, Linn da Quebrada.

Bixa Travesty

Dir. de Kiko Goifman e Cláudia Priscilla, com Linn da Quebrada.

Um dos destaques brasileiros no Festival de Berlim, em fevereiro, o longa já havia sido premiado em Brasília, no ano passado. Devido às particularidades do mercado, chega aos cinemas um ano depois de outro Festival de Brasília – que começa na sexta, 22 –  e na  sequência do Mix Brasil – Festival de Diversidades, com o qual tem tudo a ver. Kiko e Cláudia seguem com sua câmera a cantora e ativista dos direitos LGBTQ+, Linn da Quebrada.

 

Um Dia de Chuva em Nova York

Dir. e roteiro de Woody Allen, com Timothée Chalamet, Elle Fanning, Jude Law, Liev Schreiber, Diego Luna, Rebecca Hall.

Woody Allen teve de recorrer à Justiça, depois que a empresa Amazon, à luz de novas denúncias de abusos contra o diretor e roteirista, ameaçou suspender a exibição do filme. Exatamente 40 anos depois de 'Manhattan', Allen retoma um dos temas centrais daquele filme. Ele próprio manipulava garota de 17 anos, lembram? Agora, casal jovem vai passar o fim de semana em Nova York. Ele tenta se manter afastado da mãe socialite, ela se envolve com diretor maduro que, supostamente, atravessa crise existencial. É um dos melhores filmes do diretor, Timothée e Ellen são ótimos, mas a veterana Cherry Jones rouba a cena com uma confissão. Allen nunca filmou uma cena dessas. É genial. E ainda tem a cidade: Nova York sob a chuva é uma personagem e tanto.

 

A Grande Mentira

Dir. de Bill Condon, com Helen Mirren, Ian McKellen, Russell Tovey.

Ian McKellen iniciou nova vida, e carreira, como Gandalf na cultuada série  O Senhor dos Anéis. Ele faz veterano golpista que encontra na endinheirada Helen Mirren a que parece a vítima perfeita. Mas elas possui sua agenda, e também vai aplicar um golpe nele. Além de dois grandes atores, o filme tem o crédito da direção de Bill Condon. Ele formatou a série Crepúsculo – e foi chutado no segundo filme porque queria seguir por outro caminho que não interessava aos produtores. Fez bons filmes como Deuses e Monstros e Sr. Sherlock Holmes, ambos, vejam só, com McKellen.

 

Mais Que Vencedores

Dir. e interpretação de Alex Kendrick, com Priscilla Shirer, Aryn Wright-Thompson, Shari Wiedmann.

A batida história do treinador que perde o emprego e tem de recomeçar em condições adversas. Ao treinar corredora para uma disputa, ele descobre o verdadeiro sentido da ‘superação’. A crítica norte-americano colocou no filme o carimbo de ‘drama cristão’.

PJ Harvey – Um Cão Chamado Dinheiro

Dir. de Seamus  Murphy.

Documentário centrado na figura da cantora e compositora PJ Harvey. Seu processo criativo, as turnês e a complicada relação entre arte e mercado. Até onde o dinheiro pode comprometer um(a) artista?

O Reino Gelado – A Terra dos Espelhos

Dir. de Aleksei Tsitsilin e Robert Lence.

Animação que parece filhote de Frozen, da Disney, exceto pelo fato de ser produção russa. Para punir a rainha da neve, rei cria uma armadilha chamada de ‘terra dos espelhos’. Quando sua família vai parar lá dentro, garota fará de tudo para resgatar seus entes queridos e restabelecer a magia no mundo.

 

A Revolução em Paris

Dir. de Pierre Schoeller, com Adèle Haenel, Gaspard Ulliel, Olivier Gourmet, Louis Garrel, Izia Higelin.

Anos de produção, muito dinheiro, um tratamento de blockbuster na França. O longa de Pierre Schoeller nasceu com a pretensão de ser o filme definitivo sobre a Revolução Francesa, focando-a na perspectiva do andar de baixo – as camadas populares. Não chega a ser o grande filme que sonhava, mas foi feito com acuidade e tem seus méritos.

A Vida Invisível

Direção de Karim Aïnouz, com Carol Duarte, Júlia Stocker, Fernanda Montenegro, Gregório Duvivier.

O candidato do Brasil a uma vaga no Oscar de melhor filme internacional. Baseado no livro de Martha Batalha, A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, conta a história de duas irmãs separadas pelo pai e que passam a vida tentando se reencontrar. Um melodrama epistolar, em que as cartas/as palavras são muito importantes. O diretor concebeu o filme como uma homenagem à geração de sua mãe, mulheres que, discretamente, de forma invisível, tentavam manter-se à tona num mundo preconceituoso e machista. Venceu a mostra Un Certain Regard em Cannes, em maio. Irá para o Oscar? E Fernanda, nossa maior atriz terá cacife para concorrer na categoria de coadjuvante? Ela aparece durante apenas dez minutos, no final. E eleva o filme a planos estratosféricos.

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