Arquivos da Cinemateca do MAM do Rio são desativados

Parte da Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro serádesativada. A informação foi confirmada por cineastas e produtores queali guardam seus acervos e receberam um comunicado dadiretora-executiva, Maria Regina Nascimento Brito, pedindo que elesretirem todos os filmes, pois até setembro as salas do arquivo deverãoser desocupadas. "Eles explicaram que não têm condições de manter osfilmes em condições adequadas e nós vamos mandá-los para a CinematecaBrasileira, em São Paulo", disse Riva Faria, irmão e produtor dosfilmes de Roberto Faria, que tem 13 longas, alguns curtas e cinejornaisguardados no local.O produtor Luiz Carlos Barreto aguarda apenas uma listagem de seusfilmes que estão no MAM para providenciar a retirada. "Antes de nospedirem já estávamos providenciando a mudança. O problema é que oacervo está desorganizado e eles ainda não nos deram a respostas",disse a filha do produtor, Paula Barreto. Segundo ela, parte das produções deseu pai (no período que vai até o filme "Romance da Empregada") está noMAM. "As outras estão no exterior, porque são co-produçõesinternacionais."A Cinemateca tem cerca de 45 mil títulos (entre longas, curtas,cinejornais e vídeo em vários suportes) guardados em cerca de 150latas. Além dos filmes de Barreto e Faria, estão lá também os feitospor Amaral Neto, nos anos 70, produções didáticas do ExércitoBrasileiro e o acervo do Canal 100, cinejornal que abria as sessões decinema nos anos 50, 60 e 70. A direção do MAM explicou que só os filmes e matrizes que não pertencem à instituição serão transferidospara outros locais. "A Cinemateca vai continuar funcionando como salade exibição e depósito dos filmes que lhe pertencem", explicou MariaRegina. "Já temos patrocínio da BR para reabrir a sala, o que deveocorrer em julho."

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