Armada e perigosa, Uma quer vingança em "Kill Bill"

A pré-estréia de Kill Bill - Volume 2 na semana passada no Cinerama Dome de Hollywood reuniu o que há de mais cult no cinema da atualidade. Lá estavam os diretores Quentin Tarantino e Robert Rodriguez, as atrizes Lucy Liu, Vivica Fox e Daryl Hannah e os atores David Carradine, o astro do seriado Kung Fu, e Michael Madsen. Todo o elenco que está também na primeira parte da produção, Kill Bill Volume 1, que estréia nesta sexta-feira em São Paulo. Mas a chegada da atriz principal do último filme de Tarantino, Uma Thurman, à concorrida première conseguiu ofuscar o brilho de todos os convidados. Ela consegue ser carismática dentro e fora das telas, coisa rara nesse meio. Uma ficou feliz por Kill Bill ter sido lançado em duas partes. A primeira estreou nos EUA em outubro do ano passado. A segunda começa a ser exibida para o público nesta sexta-feira. No Brasil, os fãs de Quentin Tarantino terão de controlar a ansiedade. A primeira parte do longa estréia somente na semana que vem. A atriz não sabe se Tarantino planejou fazer dois filmes desde o começo do projeto, mas diz que, durante as filmagens, teve a impressão de que se tratava de dois filmes. ?A primeira parte é como uma grande número de dança, já a segunda tem um foco maior?, diz Uma, que passa por muitas cenas de ação como a assassina que quer vingar-se do homem que tentou matá-la. ?O trabalho de Quentin parece ter um gênero próprio?, avalia a atriz. Na adolescência, Uma se achava "muito alta, muito esquisita". Ela decidiu abandonar os estudos aos 15 anos e trabalhar como modelo. Aos 18, foi convidada pelo diretor inglês Stephen Frears para protagonizar sua versão de Ligações Perigosas, baseado no romance do francês Choderlos de Laclos. Sua atuação como a virginal Cecile de Volanges alçou-a à condição de estrela. Condizente com seu nome, que vem da mitologia hindu e batiza a deusa da luz e da beleza. Após o primeiro sucesso, Uma mostrou versatilidade em comédias e dramas e poderia muito bem ter continuado com a segurança de roteiros e diretores convencionais. Mas, ao aceitar o convite de Quentin Tarantino, em 1994, para atuar em Pulp Fiction - Tempo de Violência, tornou-se a queridinha do polêmico diretor. Já naquela época os dois começaram a maturar a idéia de Kill Bill. Como todos os filmes de Tarantino, esse também esbanja violência, muita ação e referências ao universo das histórias em quadrinhos. A trama gira em torno de uma gangue de assassinas profissionais, entre elas Lucy Liu e Vivica Fox, lideradas por Bill (David Carradine). Uma faz parte do grupo até que se apaixona e deserta para se casar. No dia da cerimônia, as assassinas promovem uma verdadeira carnificina na festa de casamento. A Noiva, como é chamada no filme, é ferida, mas não morre. Ela desperta do coma anos depois com a missão de se vingar de Bill e suas asseclas. O projeto de filmar Kill Bill é de 2000, porém Uma ficou grávida e, ao invés de substituí-la, Quentin adiou a produção por dois anos: tempo suficiente para que sua musa voltasse à forma. Nesse meio tempo, a atriz passou por um doloroso divórcio, após 6 anos de casamento. Ela descobriu que seu marido, o ator Ethan Hawke, pai de seus dois filhos - Maya, de 5 anos, e Roan, 2 - vivia um romance com a modelo canadense Jen Perzow. No final de 2003, ela pediu a separação. Tudo muito civilizado. Mas há quem diga que nas violentas cenas de Kill Bill, Uma aproveita para descarregar toda a raiva e frustração pela traição de seu marido. Mas ela não descuidou da carreira. Entre Kill Bill - Volumes 1 e 2, atuou em O Pagamento, dirigido por John Woo, que estreou no mês passado no Brasil. Também está envolvida em duas outras produções: a comédia policial Be Cool, baseada no livro de Elmore Leonard, no qual contracena com John Travolta, e Acidental Husband, ainda em fase de pré-produção.

Agencia Estado,

12 de abril de 2004 | 17h50

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