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Após protestos, Will Ferrell não vai interpretar Reagan em comédia

O envolvimento do ator foi rapidamente criticado por Patti Davis e Michael Regan, filhos do ex-presidente

Piya Sinha-Roy, Reuters

01 de maio de 2016 | 20h06

O ator Will Ferrell não vai participar de uma comédia sobre as dificuldades do ex-presidente dos EUA Ronald Reagan com a demência, depois de a família de Reagan, já morto, ter criticado o projeto, dizendo que Alzheimer e demência não eram tema para comédia.

Ferrell, famoso pela sua imitação cômica do ex-presidente George W. Bush, iria, segundo a publicação de cinema Variety nesta semana, interpretar o ex-presidente em “Reagan”, uma comédia que segue um estagiário da Casa Branca cuja tarefa é convencer Reagan, afetado pela demência, de que ele é um ator interpretando o presidente num filme.

"O roteiro de Reagan é um dos vários que foram submetidos a Will Ferrell e que ele havia considerado. Ao mesmo tempo de que não se trata de uma ‘comédia sobre Alzheimer’ como foi sugerido, Ferrell não está buscando esse projeto”, afirmou nesta sexta-feira a United Talent Agency, que representa Ferrell, num comunicado.

O envolvimento do ator foi rapidamente criticado por Patti Davis e Michael Regan, filhos do ex-presidente, assim como pela Fundação Presidencial Ronald Reagan e a Associação de Alzheimer, que é uma desordem cerebral progressiva que destrói a memória.

"Eu vi quando o medo invadiu os olhos do meu pai, esse homem que nunca havia temido nada. Eu ouvi a sua voz tremer quando ele estava na sala de estar e disse: ‘Eu não sei onde estou’”, escreveu Patti Davis numa carta aberta para Ferrell.

 

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