Após polêmica em festival, Taiwan quer que China evite unir política e cinema

China exige que Taiwan acrescente o nome do país em identificações

EFE

25 de outubro de 2010 | 15h21

Taiwan fez uma chamada à China para que não misture o cinema com a política, após uma disputa entre as delegações chinesa e taiuanesa no Festival Cinematográfico Internacional de Tóquio.

 

"A política não deve ser utilizada para sabotar a participação de Taiwan em um festival cinematográfico internacional", disse o porta-voz do Governo taiuanês, Johnny Chiang, em declarações divulgadas nesta segunda-feira na ilha.

 

O chefe da delegação chinesa no festival, Jiang Ping, exigiu que Taiwan participasse apenas sob os nomes de "Taiwan, China" ou "Taiwan Chinesa", em vez de usar a denominação "Taiwan", utilizado em edições anteriores e aprovado pelos organizadores para esta edição.

 

O chefe da delegação taiuanesa e diretor do Departamento de Cinema do Escritório de Informação, Chen Chih-kuan, se negou a aceitar a exigência chinesa e assinalou que "o nome foi aprovado pela organização do festival e é o mesmo que foi utilizado em ocasiões anteriores".

 

O primeiro-ministro taiuanês, em declarações perante a imprensa da ilha, qualificou como "arrogante" e um "grave erro" a exigência da delegação chinesa, que reproduz "uma retórica antiga e não favorece a paz no estreito de Formosa".

 

A delegação chinesa e a taiuanesa ficaram fora da cerimônia de abertura do festival, que termina no próximo dia 30.

 

A melhoria nos laços entre Taipé e Pequim, desde a chegada ao poder do presidente taiuanês Ma Ying-jeou, levou à assinatura de vários acordos econômicos e de transporte e a um pacto na luta por aliados diplomáticos, mas não pôs fim à disputa pela soberania da ilha.

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