Lucy Nicholson/Reuters
Lucy Nicholson/Reuters

Após gafe histórica, Academia mantém companhia de auditoria do Oscar e proíbe celular nos bastidores

A PricewaterhouseCoopers supervisiona os votos da premiação há 83 anos

Jill Serjeant, Reuters

29 Março 2017 | 19h00

A companhia de auditoria por trás do maior erro da história do Oscar continua em cena.

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas informou nesta quarta-feira, 29, que decidiu manter os serviços da PricewaterhouseCoopers (PwC), apesar de uma confusão com envelopes nos bastidores no mês passado, que fez com que o filme errado fosse anunciado como vencedor na categoria de Melhor Filme.

“Após uma revisão minuciosa, incluindo uma extensa apresentação de protocolos revisados e controles ambiciosos, o comitê decidiu continuar trabalhando com a PwC”, escreveu nesta quarta-feira a presidente da Academia, Cheryl Boone Isaacs, em carta aos membros da Academia.

Isaacs acrescentou que a Academia tem sido “impiedosa em nossa avaliação de que o erro feito pelos representantes da companhia foi inaceitável”.

O erro fez com que o musical La La Land – Cantando Estações fosse declarado vencedor e seus produtores e elenco celebrassem e iniciassem discursos de agradecimento no palco, antes de Moonlight: Sob a Luz do Luar ser nomeado o verdadeiro vencedor do principal prêmio da noite.

A PwC, que supervisiona os votos do Oscar há 83 anos, retirou os dois auditores responsáveis de maiores envolvimentos na premiação da Academia e realizou uma investigação para fortalecer seus procedimentos.

A partir do ano que vem, a Academia informou que a PwC irá colocar um terceiro auditor na sala de controle do show do Oscar, que poderá notificar imediatamente o diretor caso um erro seja cometido.

Outra medida adotada é a de proibir o uso de celulares nos bastidores da premiação. 

 

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