Lionel Bonaventure | AFP
Lionel Bonaventure | AFP

Apoiadora de Woody Allen será primeira mulher a presidir Cannes

Após 75 edições, circuito será dirigido pela alemã Iris Knobloch

EFE, O Estado de S.Paulo

23 de março de 2022 | 19h30

O Festival de Cannes, cuja 75ª edição será realizada em maio, terá pela primeira vez uma presidente mulher, a alemã Iris Knobloch, que assumirá o mandato de três anos em julho e comandará as edições de 2023, 2024 e 2025. Knobloch substituirá o francês Pierre Lescure, que preside o festival desde 2014. A nomeação foi anunciada nesta quarta-feira, ao final da sessão em que o Conselho de Administração de Cannes tomou a decisão.

"A França me dá uma grande honra. Profundamente europeia e tendo sempre defendido o cinema na minha carreira, estou feliz por poder dedicar toda a minha energia à promoção deste evento global", comentou a escolhida em comunicado. Lescure, que deixará o cargo em 30 de junho, disse na mesma nota que quando foi reeleito, em junho de 2020, já tinha dito que queria concluir a sua sucessão antes do final do seu terceiro ano de mandato e que queria que o cargo ficasse nas mãos de uma mulher.

Knobloch, jurista trilingue, passou mais de 15 anos como presidente da Warner Bros na França. Em 2020, ampliou as suas funções para Alemanha, Áustria, Suíça, Bélgica, Holanda e Luxemburgo. Ela foi responsável pelo desenvolvimento e execução da estratégia da WarnerMedia e pela coordenação de todas as atividades comerciais e de marketing do grupo na região.

Ao longo dos anos no comando da Warner France, levou para Cannes e apoiou alguns dos principais nomes da indústria, desde Clint Eastwood, pelo 25º aniversário de Os Imperdoáveis (1992), a Woody Allen, por Vicky Cristina Barcelona (2008), e Michel Hazanavicius por O Artista (2011). Pouco depois de deixar a empresa, foi cofundadora da I2PO em julho de 2021, a primeira SPAC (empresa listada em bolsa de valores para adquirir uma empresa privada) europeia dedicada ao setor cinematográfico.

"Há muitos desafios. Trabalharemos em conjunto para garantir ao festival e ao cinema que ele encarne o lugar que merece e para afirmar fortemente a sua necessidade artística e política", disse o diretor geral do evento, Thierry Frémaux. EFE

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