Picture-Alliance/ DPA/DPAWEB
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Aos 78 anos, morre Robby Müller, diretor de fotografia de 'Paris, Texas'

O artista holandês trabalhou com cineastas como Wim Wenders, Jim Jarmusch, Lars von Trier e Peter Bogdanovich

O Estado de S. Paulo

10 Julho 2018 | 23h14

Robby Müller, o diretor de fotografia holandês cuja utilização inventiva da iluminação e abordagem engenhosa foram elementos importantes em filmes de diretores como Wim Wenders e Jim Jarmusch, morreu no dia 3 de julho em sua casa, em Amsterdã. Ele tinha 78 anos. Sua mulher, Andrea Müller, disse que a causa da morte foram as complicações decorrentes de demência vascular, doença diagnostica há vários anos. 

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A excelência do trabalho de Müller está presente em longas como Paris, Texas, de Wim Wenders, Daunbailó, de Jim JarmuschOndas do Destino, de Lars von Trier, Repo Men – O Resgate de Órgãos, de Miguel Sapochnik, Viver e Morrer em Los Angeles, de William Friedkin, Barfly – Condenados Pelo Vício, de Barbet Schroeder.  

Por seu estilo de iluminação, pelo qual é comparado ao pintor holandês Johannes Vermeer (1632-1675) e sua estética naturalista, Müller é chamado de “Mestre da Luz”. Formado na Escola de Cinema da Holanda, começou sua carreira ao lado de Wim Wenders em Alice nas Cidades, O Amigo Americano e No Decurso do Tempo, mas também colaborou com Peter Bogdanovich.   

 

Nos últimos anos ele vinha se dedicando aos curtas-metragens e seu último trabalho foi o longa A Festa Nunca Termina, de Michael Winterbottom, em 2002, que capturou vividamente a cena musical de Manchester dos anos 1980. Também em 2002, ele colaborou com o diretor Steve McQueen em uma instalação de arte, Carib’s Leap

Sobre a morte de Robby Müller, o diretor Jim Jarmusch declarou: “Nós perdemos o impressionante, brilhante e insubstituível Robby Müller. Eu o amo muito. Ele me ensinou muitas coisas e, sem ele, acho que não saberia nada sobre fazer filmes. Descanse em paz, querido amigo”.

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