Aos 50 anos, Sandra Bullock é beleza pura

Atriz completa aniversário neste sábado, e acumula uma carreira impressionante; curiosidade é que ela vive com três cachorros, todos com necessidades especiais

Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

25 de julho de 2014 | 22h21

Sua mãe era cantora de ópera e foi por isso que Sandra Bullock passou a infância viajando para a Europa, onde Helga Bullock se apresentava regularmente. Foi graças à mãe, também, que ela subiu pela primeira vez no palco – “Sempre havia uma criancinha cigana naquelas óperas”, conta. Decidida a ser atriz, a garota nascida em Arlington, Virginia, graduou-se na Washington-Lee High School e, na sequência, cursou Teatro na East Carolina University.

Sandra Bullock, que completa neste sábado, 26, 50 anos – nasceu em 26 de julho de 1964 –, tentou a carreira primeiro em Nova York e, depois, em Los Angeles. Fez TV e estreou no cinema com Poção de Amor n.º 9, em 1992. Tinha 28 anos. O resto você sabe. Foi heroína de ação (Velocidade Máxima 1 e 2), estrelou comédias românticas (Enquanto Você Dormia e Corações Roubados). Em 1996, veio a São Paulo integrando a turnê mundial de lançamento de No Amor e na Guerra, de Richard Attenborough, sobre a ligação do jovem Ernest Hemingway com a enfermeira que o assistiu na 1.ª Guerra. Do romance real nasceu uma das obras-primas de ficção do autor – Adeus às Armas.

Sucesso de verdade ela começou a fazer depois de Miss Simpatia, em 2000. Virou uma das favoritas do público de todo o mundo. Em 2007, foi classificada como a 14ª mulher mais rica na indústria do entretenimento, com uma fortuna estimada de $85 milhões. Em 2012, foi listada no Guinness Book of World Records como a atriz mais bem paga do mundo, com $56 milhões. The Heat, Armadas e Perigosas, e Gravidade registraram as maiores bilheterias de sua carreira.

Em 2004, estrelou Crash – No Limite, que recebeu o Oscar de melhor filme. Cinco anos mais tarde, ganhou tudo – o Globo de Ouro, o prêmio do Actor’s Guild e o Oscar pelo papel dramático em Um Sonho Possível. E este ano, voltou a ser indicada para o Oscar por Gravidade. A aventura espacial de Alfonso Cuarón – Sandra Bullock sem rumo no espaço – foi o melhor filme do Oscar deste ano, embora a Academia tenha preferido premiar 12 Anos de Escravidão, de Steve McQueen. Depois de passar duas horas flutuando no espaço, sem gravidade, Sandra, como a dra. Ryan Stone, pisa em terra firme.

Ela própria diz que foi o maior desafio de sua carreira. Atuar enjaulada e presa por fios – tudo foi apagado depois com a computação gráfica –, expressando o sentimento de uma mãe que supera a perda da filha ao ter de lutar pela própria vida. Rica e talentosa, Sandra teve relacionamentos com Tate Donovan, Matthew McConaughey, Ryan Gosling, Bob Schneider, Troy Aikman e Ryan Reynolds. Nenhum durou muito. O casamento com o construtor de carros e motos Jesse James implodiu quando veio a público de que ele a traía com diversas mulheres (inclusive nos bastidores do Oscar).

Sandra é notória por sua solidariedade, tendo dado dinheiro do próprio bolso às vítimas do terremoto no Haiti e do tsunami no Japão. Já que os amores são complicados, ela se cerca de cães. Tem três, todos com necessidades especiais. Um mestiço de chihuahua e lulu-da-pomerânia com apenas três patas, uma chihuahua de duas patas e outro chihuahua com apenas um olho. Sandra chega aos 50 em grande forma. O foco em seu bumbum e nas pernas musculosas quando ela se levanta no desfecho de Gravidade não impressiona só pelo conceito da cena. É beleza pura, também.

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