Ao lado de José Padilha, Lula reforça compromisso com cinema

Presidente promete voltar a exibir cinema brasileiro na Alvorada e incentivar empresas a investir na área

Wilson Tosta, de O Estado de S. Paulo,

08 Fevereiro 2026 | 21h33

Diante do elenco do filme Tropa de Elite, vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim 2008, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se comprometeu nesta terça-feira, 26, a reativar as sessões de cinema brasileiro no Palácio da Alvorada, comuns em seu primeiro governo, como forma de estímulo à produção cinematográfica nacional.  Veja também:Lula diz que preparou País para 'dar 2º grito de liberdade'Urso de Ouro abre caminho para 'Tropa' tentar o OscarExclusivo! José Padilha fala à TV Estadão sobre 'Tropa de Elite'  Segundo o presidente da Agência Nacional de Cinema (Ancine), Manoel Rangel, esse foi um dos gestos de Lula no encontro com o diretor José Padilha e os atores Wagner Moura, André Ramiro e Maria Ribeiro, no Teatro Municipal, após a entrega de medalhas aos 300 estudantes vencedora da 3ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). "O presidente se comprometeu em reforçar junto às grandes empresas brasileiras a necessidade de seguirem investindo no cinema brasileiro", relatou Rangel. "Também comentou sobre o seu desejo de retomar as sessões de cinema brasileiro no Palácio da Alvorada, se comprometendo com a retomada da exibição periódica de filmes brasileiros.", acrescentou. Padilha afirmou que não foi feita nenhuma reivindicação do setor cinematográfica a Lula. "A gente não estava falando sobre o filme Tropa de Elite. Era sobre o cinema brasileiro como um todo, que é uma vitória de uma política de apoio ao cinema que vem desde o início do governo", disse, classificando o encontro como "uma celebração". "Ele (Lula) reforçou que apóia a cultura brasileira", declarou. "Acho que isso resume esse encontro. A gente ficou superfeliz." O diretor voltou a repudiar acusações de que seu filme serviu a uma certa "glamourização do Batalhão de Operações Especiais", unidade da Polícia Militar fluminense conhecida por promover operações violentas. "Acho que não aconteceu isso", respondeu, demonstrando alguma irritação. "Não acho que seja verdade. Acho que é uma leitura superficial do filme. Não é? Não foi o que o Costa-Gavras - presidente do júri do Festival de Berlim - entendeu.

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