Antifilme de Sganzerla abre competição em Brasília

Depois de uma noite de gala no Teatro Nacional, na terça, o Festival de Brasília de Cinema Brasileiro deu a largada ontem a sua mostra competitiva. A disputa começou com O Signo do Caos, um "antifilme", conforme seu diretor, Rogério Sganzerla. Com isso, o cineasta distancia sua obra do "superfilme", do cinema comercial, de entretenimento. O Signo do Caos é um trabalho experimental, que dispensa a narrativa linear. Tem por mote a visita ao Brasil do diretor americano Orson Welles, que Sganzerla trata como um evento emblemático das relações entre cultura, sociedade e Estado.O filme foi aplaudido pela platéia do Cine Brasília, embora com parcimônia. Mas o diretor, que há 35 anos o diretor venceu o prêmio máximo do evento por O Bandido da Luz Vermelha, não estava presente. A atriz Helena Ignez e sua filha Djin Sganzerla explicaram que Rogério está doente. A 36.ª edição do festival de Brasília continua hoje com a exibição do único documentário que disputa o troféu Candango, Glauber, Labirinto do Brasil, de Silvio Tendler.

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