Anthony Quinn promove produção brasileira

O ator Anthony Quinn está no Brasil para divulgar o longa-metragem Oriundi, produção brasileira dirigida por Ricado Bravo, em que faz o papel principal e divide a tela com Letícia Spiller, Paulo Betti, Paulo Autran e Gabriela Duarte.Oriundi conta a história de Giuseppe Padovani (Anthony Quinn), o patriarca de uma família de imigrantes italianos. Aos 93 anos, ele já não espera muito da vida e ainda sente saudades de sua esposa, morta em um acidente aéreo há 70 anos. Na festa de seu aniversário, uma parente distante, interpretada por Letíca Spiller, aparece e mexe com os pensamentos do velho Giuseppe. A moça é muito parecida com a falecida esposa e o velho italiano acredita que ela possa ser a reencarnação da amada Caterina.O filme, distribuido pela Warner, estréia dia 16 de junho em 70 salas no Brasil. Na entrevista coletiva concedida à imprensa paulista hoje, Anthony Quinn afirmou que foi gratificante trabalhar com o elenco brasileiro. "Eu me apaixonei pelas duas jovens atrizes (Letícia Spiller e Gabriela Duarte). Paulo Betti é também um grande ator", disse o Quinn. "Também foi ótimo trabalhar com Paulo Autran", acrescentou.Na quarta-feira, Anthony Quinn continua sua visita ao País e vai ao Palácio do Planalto, em Brasília, encontrar-se com o presidente Fernando Henrique Cardoso. Questionado sobre o encontro, o ator norte-americano respondeu com bom humor: "Eu pretendo falar sobre todos os problemas financeiros do mundo com o presidente. Mas sobretudo, quero saber o que ele pensa de mim."Arrigo Barnabé, autor a trilha sonora de Oriundi e do diretor Ricardo Bravo, diz ter-se identificado com a história dos imigrantes, já que seus avós eram italianos que desembarcaram no Paraná à procura de uma vida melhor. A imigração parece ter sido o motivo que levou Quinn a participar também do projeto. Ele afirma que conhece melhor que ninguém essa problemática. "Nasci no México mas as pessoas de lá não me consideravam um mexicano porque meu pai era irlandês. Quando fui para os EUA, também fui considerado um estrangeiro. Fui fazer filmes na Grécia com a esperança de que me considerassem um grego. Nada feito Mesmo na Itália eu tinha certeza que nunca chegaria a ser o presidente de lá".Anthony Quinn, de 85 anos, durante a coletiva mostrou-se bem-humorado. Mas quando o assunto era seu personagem, o ator tomava uma postura séria. "Os problemas de um homem de 93 anos me interessam. Afinal, não sei se chegarei a essa idade", disse. No filme, Giuseppe Padovani vive uma experiência espiritual pensando encontrar a reencarnação de sua esposa. Na vida real, Quinn diz se interessar por temas espirituais apesar de não ter muita certeza se existem outras vidas. Ele chamou seu filho, Ryan, de 4 anos e declarou aos jornalistas: "Como não se pode ter certeza da existência de outras vidas, acredito que viverei no meu filho. Ele é o meu futuro??. Quinn ainda não desistiu de adaptar para o cinema o romance de Jorge Amado, Os Velhos Marinheiros. Depois de comprar os direitos, ele encomendou o roteiro a um profissional de Hollywood. Nunca conseguiu interessar os executivos da indústria do cinema por esse projeto: "A única interessada é a Warner; gostaria muito de contar essa história de mentirosos; acho que são os profetas do nosso futuro; gostaria que Jorge Amado obtivesse mais reconhecimento do ele já tem, também no cinema - é um dos maiores contadores de história da atualidade".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.