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Anne Hathaway, nova musa do ativismo chique

Atriz mandou neutralidade às favas e apoiou Occupy Wall Street

Jotabê Medeiros, O Estado de S. Paulo

30 de novembro de 2011 | 22h00

Yes, já temos uma nova musa ativista. Desde Jane Fonda que uma beldade tão bem-sucedida não saía do conforto do seu loft para juntar-se aos que buscam justiça social no berro. Desta vez, foi a jovem atriz Anne Hathaway, que entrou na roda para tentar interromper a barbárie financeira em Wall Street.

Aos 29 anos, com uma fortuna estimada em US$ 58 milhões e considerada uma das atrizes mais bem pagas do star system hollywoodiano, ela esteve em Union Square, em Nova York, no último dia 17, segurando cartazes e berrando palavras de ordem em apoio ao movimento Occupy Wall Street. "Lousas, não balas!" e "Quadros-negros, não bancos", foram os cartazes que empunhou.

O capuz e os óculos escuros de grife pareciam deslocados naquele mar de barbudinhos, mas Anne Hathaway não parece deslocada em lugar nenhum do mundo. Ela marchou com os estudantes desde a Stern School of Business até a Union Square, local onde aspirantes a ídolos folk tocam na entrada do metrô por uns trocados. Foi um dos poucos protestos em que não aconteceu um choque com a polícia.

O vídeo da marcha de que Anne participou mostra os estudantes segurando um boneco de um boi púrpura, símbolo de sua crítica ao sistema financeiro estruturado em Wall Street. Havia estudantes da Cooper Union, New York University e da City University. "A New York University não é para estudantes. A New York University não é para educação. A New York University é para o lucro", disse Dacia Mitchell, doutoranda de 34 anos que trouxe sua filha de 2, Althea, para participar do protesto.

Anne foi hostess da noite dos Oscars em Los Angeles este ano, ao lado de James Franco. Usa Valentino com frequência. Sua primeira grande ação política pública aconteceu em 2008, quando estrelou vídeo da organização Creative Coalition pedindo para que a população norte-americana não se abstivesse de votar nas eleições presidenciais. "Faça a sua voz ser ouvida", dizia Anne no vídeo da organização (que tinha ainda estrelas como Samuel L Jackson e Susan Sarandon).

E o mais louco: além de ir às ruas, a estrela de O Diabo Veste Prada (e que vive a Mulher Gato no novíssimo filme do Batman, de Christopher Nolan) ainda achou tempo para ficar noiva do namorado, Adam Shulman. Claro, ele também estava nos protestos, e ficou o tempo todo tentando evitar que os fotógrafos tirassem fotos da namorada.

Quem apostaria nisso tudo quando ela surgiu, estrelando o ingênuo O Diário da Princesa (2001), uma atualização da velha história da Cinderela? Que a garota que deixou New Jersey por Nova York aos 16 anos em busca de seus sonhos de estrela fosse solidária também com os sonhos do socialismo? O apego às causas das minorias, ela conta, já começou em sua casa - o irmão mais velho é gay. "Estou convencida de que alguns caras com quem saí eram gays, mas não admitiam isso. Acho que todos deveríamos assumir o que somos."

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