"Anjinhos" voltam às telas ainda mais engraçados

Os Rugrats são aquelas crianças de desenho animado que têm uns cabeções, caras de caricatura e se caracterizam por um comportamento divertido, anárquico e irreverente. Pense nos personagens de Charles M.Schulz. O desenho tem semelhanças, mas o espírito é muito mais delirante e politicamente incorreto. Rugrats em Paris - Os Anjinhos é o segundo filme dos personagens da série exibida no canal Nickelodeon. O primeiro, Rugrats - Os Anjinhos (98), foi o primeiro desenho animado não-Disney a render mais de US$ 100 milhões nos EUA.Este é melhor do que o primeiro. É dirigido ao público-alvo do desenho, crianças de 2 a 11 anos, mas não deixa de ter suas atrações para os adultos. O filme de agora é mais engraçado e muito mais maluco que o primeiro. Começa parodiando O Poderoso Chefão, com Angelica dando uma de Poderosa Chefona. O filme se diverte com outros momentos cinematográficos. O mais óbvio é a cena do beijo com espaguete de A Dama e o Vagabundo, aqui num cover em que os dois cachorros têm o beijo atrapalhado por uma pizza borrachenta.Sobra também para King Kong, Godzilla e 101 Dálmatas.Chuckie Finster, o rugrat mais querido de todos com seu cabelo de estopa vermelha, está triste porque é o único garoto que não tem mãe. Vem um chamado de Paris: Chas, o pai de Chuckie precisa consertar um godzilla mecânico do parque e a turma toda vai à França.Lá, a vilã Coco LaBouche quer casar com Chas para agradar o patrão japonês, mas ela detesta crianças. Logo, em meio a lutadores de sumô dançarinos, um romance entre uma poodle e um viralata, um passeio destruidor à maneira de Godzilla pelos cartões-postais parisienses, tudo se arruma. O diálogo, como na TV, tem um monte de alusões a cocô, xixi, catarro, vômito, puns, arrotos, ou seja, itens que os rugrats da vida real adoram. No cinema, eles se esborracham de rir. Os adultos, bem-comportados, escandalizam-se ou sorriem no escuro.

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