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Anima Mundi promove encontro com Ennio Torresan

Brasileiro trabalhou em filmes como 'Madagascar', 'Turbo' e "Kung Fu Panda'

Flavia Guerra, O Estado de S. Paulo

15 de agosto de 2013 | 19h34

Em meio a mais de 500 filmes, entre curtas e longas, não faltam opções e vertentes da animação para se conferir no Anima Mundi 2013. Mas o destaque desta sexta (16) é o Papo Animado com o brasileiro Ennio Torresan. Mestre do storyboard (roteiro em quadrinhos de um filme), ele participa de um Papo Animado com o público às 20 horas, no Espaço Itaú de Cinema Augusta. Para os diletantes ou para os que querem seguir carreira no aquecido mercado de animação brasileiro, a oportunidade é rara e imperdível.

Além de mostrar seus primeiros curtas (A Porta e o cult El Macho), o brasileiro vai mostrar trechos inéditos de storyboard animados que criou com sua equipe da DreamWorks. “O Ennio entrega praticamente um filme pronto. É quase um codiretor de cada filme que trabalha”, comentou Cesar Coelho, um dos diretores do Anima.

Quando Coelho faz tal afirmação, quer dizer que, ao se assistir a um rascunho em preto e branco animado e dublado de sequências inteiras de longas como Madagascar, Turbo e Kung Fu Panda, é possível visualizar a arte final, ou o que foi para a tela. Mas é no traço de Torresan e sua equipe que se decide o ponto de vista de uma ação e até diálogos inteiros: é nele que muito de um filme se constrói. Além da diversão de ter acesso a arquivos fechados da DreamWorks e descobrir os bastidores de uma produção, aprender com o animador é uma bela lição. “Não se importe com o desenho, importe-se com a imagem”, dizia ele na versão carioca do Papo Animado na semana passada. “Antes de mais nada, precisamos saber o que queremos dizer, que ideia passar. Só então é que vem a questão de como queremos passar a mensagem, que técnica usar”, explicou ele ao Estado. “Se pensarmos muito no desenho na fase do storyboard, esquece-se a ação.”

O animador, que vive em Los Angeles, vê com bons olhos o atual momento do mercado nacional para o setor. “Está sendo muito bom dividir minha jornada pelo mundo para o público que sempre seguiu meu trabalho. E para aquele que nem sabia que eu existia também. A garotada vem cheia de sede, querendo sugar o máximo, exatamente como eu fazia com os artistas que eu admirava. As pessoas fazem um país e essa gente de hoje tem muito do que se orgulhar por todas as conquistas que são tão evidentes”, disse. “As leis de incentivo e de porcentagens de exibição estão sendo essenciais para o amadurecimento de uma indústria séria de animação no Brasil”, acrescentou ele, que, além de Até Que a Sbórnia nos Separe (com Otto Guerra), quer realizar um projeto inspirado na obra de um dos cineastas mais importantes do Brasil. “Ainda estou negociando os direitos e por enquanto ainda não posso divulgar. Mas espero que entremos todos num acordo para que isso dê certo.”

 

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