Anima Mundi, na 14.ª edição, traz 433 filmes

Como adolescente, o festival Anima Mundi abre caminhos em sua 14.ª edição. O panorama da produção brasileira e mundial está nos 433 filmes de 40 países, distribuídos em 11 mostras, nas oficinas de animação e nos papos com especialistas que fizeram e farão história. O evento começa na sexta-feira no Rio e se transfere para o Memorial da América Latina, em São Paulo, no dia 26. Mas a preocupação de firmar o mercado para o gênero está cada vez mais presente, nos fóruns de debates e no Anima Expo, que acontece em São Paulo, para empresas e profissionais mostrarem novidades e fazerem negócios."Em 1992, queríamos formar público, pois quase não havia animação brasileira e a de fora pouco era exibida aqui. Hoje temos demanda das tevês, da telefonia celular e da publicidade e uma produção grande e de qualidade. Falta unir as duas pontas", diz Aída Queiroz, que dirige o festival com César Coelho, Léa Zagury e Marcos Magalhães. Se há 14 anos eles tentavam viver de animação no Brasil, hoje têm um mercado. "Na primeira edição, não havia filmes brasileiros para exibir. Hoje temos mostras específicas e dois longas metragens, Wood & Stock: Sexo Orégano e Rock´n´Roll, de Angeli, para adultos, e Brichos, de Paulo Munhoz e Tadao Miaqui, para crianças."Além desses, tem o non sense de Mr. Scwartz, Mr. Hazem e Mr. Holocher, do alemão Stefan Mueller; o lírico Uma História Trágica com Final Feliz, da portuguesa Regina Pessoa; a crônica alucinada de Dreams and Desires - Family Ties, da inglesa Joanna Quimm, e o chapliniano Guide Dog, do americano Bill Plimpton. "Uma tendência é a mistura de várias técnicas de animação, computação, desenho ou stop motion (massinha) e até fotografia", adianta Marcos Magalhães. "Há ainda documentários, como o vencedor do Oscar, The Moon and the Son, em que o autor, John Canemaker, cria um diálogo com o próprio pai. Ele vêm para falar também de sua experiência nos estúdios Disney."Os convidados são uma atração cada vez mais popular. "Escolhemos nomes das novas tendências ou que têm história na animação, sempre em função da demanda do público", explica Léa Zagury, que mora em Los Angeles. Os brasileiros deste ano são Célia Katunda e Kiko Mistrorigo, da TV Pinguin, que faz vinhetas e programas para as emissoras brasileiras. De fora, virão ao Rio e São Paulo o canadense Richard Reeves (que dará um curso sobre animação em película), o já citado John Canemaker, Kihachiro Kawamoto (que mistura massinha com técnicas japonesas) e o israelense Gil Alkavbetz (sucessos de edições anteriores com Morir de Amor). O inglês IanMackinnon (que fez os bonecos de A Noiva Cadáver)vem só ao Rio.Aqui, o Anima Mundi tem seu quartel general entre o Centro Cultural Banco do Brasil, a Casa França Brasil e o Centro Cultural dos Correios, mas espalha-se também por outros cinemas da cidade. Em São Paulo, concentra-se no Memorial da América Latina e, nas duas cidades, tem patrocínio da Petrobrás que investe R$ 2 milhões pela Lei Rouanet.

Agencia Estado,

13 de julho de 2006 | 12h48

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.