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Anima Mundi começa em momento rico para as animações

Festival é aberto em momento rico para o gênero

Flavia Guerra, O Estado de S. Paulo

12 de agosto de 2013 | 19h47

O maior festival de animação da América Latina começa hoje, em São Paulo, em cerimônia para convidados, marcando não só sua chegada à maturidade como também um momento histórico para o gênero no País.

Além de o Anima Mundi, cuja versão carioca foi encerrada no Rio, no domingo, e será aberto ao público de amanhã até o dia 18 na capital paulista, completar sua maioridade, chegando aos 21 anos com fôlego para mais décadas de conquista, a produção nacional comemora diversos avanços. Para citar alguns, Uma História de Amor e Fúria, dirigido por Luiz Bolognesi, foi o primeiro longa brasileiro a vencer o festival de Annecy (na França, o mais importante do mundo), em junho; a produção nacional bate recorde de participação no festival, com mais de 100 curtas; e três longas brasileiros estão prontos para serem lançados comercialmente.

O primeiro é Até Que a Sbórnia nos Separe, de Otto Guerra e Ennio Torresan, que concorre esta semana na mostra competitiva do Festival de Gramado. O segundo, Minhocas, de Paolo Conti e Arthur Nunes, detém a marca histórica de ser o primeiro longa brasileiro realizado em stop motion (a tradicional massinha). Com lançamento previsto para dezembro, Minhocas deve ocupar uma fatia de mercado que, em geral, é reduto das produções dos grandes estúdios americanos, a dos filmes de férias para a garotada.

Durante a edição carioca do Anima Mundi, na semana passada, Conti e Guerra apresentaram seus projetos e falaram de seu trabalho durante o Anima Forum, importante espaço de discussão que integra a programação do festival. Completando o painel, estava o terceiro filme: O Menino e o Mundo. Dirigido pelo paulista Alê Abreu (de O Garoto Cósmico), tem previsão de estreia para janeiro de 2014 e também deve ganhar atenção do público que busca, durante as férias escolares, a programação de animação geralmente internacional.

Em meio a um cenário otimista e uma programação variada, com mais de 500 obras, Cesar Coelho, um dos diretores do Anima Mundi, ressalta que tanto quanto aproveitar as sessões que compõem o festival, é importante discutir e pensar o atual cenário e o futuro da animação brasileira. “Foi uma conquista inédita e muito importante Amor e Fúria ter vencido Annecy. Mas é um ponto fora da reta, pois ainda precisamos avançar em várias frentes para nos tornamos um mercado maduro. Investir na produção e na formação de profissionais da área é crucial”, diz Coelho.

Para conferir a programação completa do evento, acesse: http://issuu.com/festanimamundi/docs/web_programa

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