NETFLIX
NETFLIX

Angustiante, 'Conversando Com Um Serial Killer' fala do interesse social que a violência atrai

Produção da Netflix resgata origens de Ted Bundy e seu espetacular julgamento registrado pelas câmeras

Leandro Nunes, O Estado de S.Paulo

24 de julho de 2019 | 22h00

O perfil aterrorizante de Ted Bundy não foi construído apenas em sua boa retórica ou na aparência sedutora, como se não bastassem. As acusações de mais de 30 assassinatos, incluindo estupros e necrofilia, cometidos em diversos Estados dos EUA também não dão conta de definir a complexa personalidade do serial killer. 

No farto – e aflitivo – material apresentado na série Conversando Com Um Serial Killer: Ted Bundy, o público descobre a infância comum do rapaz sonhador, sua entrada na política, a paixão pelas mulheres, os primeiros crimes e o longo julgamento encerrado na condenação à morte. 

Repleta de depoimentos de advogados e jornalistas envolvidos no caso, a produção da Netflix não deixa de comentar como esse o terror foi trazido às telas. Nos anos 1970, a tecnologia abriu caminho para uma cobertura noticiosa intensa, com as primeiras transmissões ao vivo de um caso nacional. Além da imprensa local, o julgamento de Bundy movimentou as redações de outros Estados e países. A audiência respondeu positivamente, como quem se delicia com o horror trazido nas telas. Em entrevistas, jovens garotas sorriam tímidas quando questionadas se um homem tão bonito seria capaz de cometer tais crimes. 

No interior do tribunal, Bundy aproveitava as câmeras e criticava seus advogados, além de chocar com suas atitudes inesperadas. Em uma cena, levanta-se para interrogar um investigador, e pede detalhes – minuciosos –, ele insiste, da cena do crime. 

Na véspera da execução, uma plateia se reuniu em frente à prisão. Era uma terça-feira, mas com gostinho de sexta, diziam. Quando a primeira testemunha foi vista acenando, todos comemoraram a ascensão e queda do anjo da morte. 

 

Tudo o que sabemos sobre:
Ted Bundy

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.