Angelina Jolie pede retorno de refugiados iraquianos

A embaixadora do Acnur pede ajuda dos EUA e compara doação com preço diário da guerra do Iraque

Efe

08 de março de 2001 | 18h02

A atriz e embaixadora da Boa Vontade do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), Angelina Jolie, pediu em carta publicada nesse sábado, 1, no jornal Washington Post, o retorno de milhões de refugiados iraquianos. Na carta, publicada na edição eletrônica do jornal, a atriz americana afirma que atualmente há "mais de 2 milhões de pessoas refugiadas em seu próprio país, sem lar, trabalho, remédios, comidas ou água limpa". Jolie disse que "58% destas pessoas deslocadas no interior do país são menores de 12 anos". A mulher do ator Brad Pitt, que está em sua segunda gestação, acrescentou que cerca de 2,5 milhões de iraquianos tiveram que buscar refúgio fora de suas fronteiras, principalmente na Síria e Jordânia. "Não sou um especialista em segurança, mas não é difícil ver que a Síria e a Jordânia estão carregando um peso insustentável. Estão sendo anfitriões incríveis, mas não podemos esperar que cuidem por tempo indeterminado de milhões de iraquianos pobres sem a ajuda dos Estados Unidos ou de outros países", ressaltou Jolie. Além disso, a atriz manifesta em sua carta que seis meses após sua última visita ao Iraque com o Acnur "a crise humanitária não melhorou", embora a organização e o Governo iraquiano "tenham começado a trabalhar juntos em novas e importantes frentes". "Os Estados Unidos podem correr o risco de que 4 milhões ou mais de pessoas pobres e deslocadas no centro de Oriente Médio cheguem a explodir em um violento desespero que leve a uma grande desordem em toda a região?", perguntou. A carta de Jolie ressalta que o Acnur solicitou ajudas para este ano de US$ 261 milhões para melhorar a situação deste coletivo. "Não é uma pequena quantia, mas é menos que o dinheiro que o Governo americano gasta diariamente na Guerra do Iraque", ressaltou.

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