Angelina Jolie aparece digitalizada no épico 'Beowulf'

E junto com ela, Anthony Hopkins e John Malkovich também aparecem em versões digitalizadas

Rodrigo Zavala, da Reuters,

07 de novembro de 2029 | 15h32

A Lenda de Beowulf, baseado em um poema épico saxão, chama a atenção por ser protagonizado pelos atores Angelina Jolie, Anthony Hopkins e John Malkovich em versões digitalizadas, além de ter cópias em 3D, em uma versão para crianças.  Veja também:Trailer de 'A Lenda de Beowulf'O filme, dirigido por Robert Zemeckis (de Forrest Gump e Expresso Polar), estréia no Brasil com 272 cópias, das quais 85 serão dubladas, incluindo as salas 3D. Em São Paulo, as cópias 3D estarão disponíveis no Cinemark dos shoppings Eldorado e Market Place. No Rio de Janeiro, o filme poderá ser visto nesta tecnologia no Cinemark Downtown e no UCI Kinoplex Norte Shopping. Em Florianópolis, haverá sessões no Cinemark Floripa Shopping. A história leva o espectador a um "tempo de heróis", na Dinamarca, onde o reinado de Hrothgar (Anthony Hopkins) é assombrado pelo gigante Grendel (Crispin Glover). A criatura espalha o terror nos vilarejos e devora humanos em sua caverna. As tentativas para matá-lo se mostram inúteis até a chegada do guerreiro Beowulf (Ray Winstone), que vence o monstro. O incidente desperta a ira da mãe de Grendel (interpretada por Angelina Jolie), que jura vingança. No entanto, o herói faz um pacto com a misteriosa criatura, que conserva sua vida, mas o amaldiçoa para sempre. A trama já foi adaptada anteriormente para o cinema em Beowulf - O Guerreiro das Sombras (1999), estrelado por Christopher Lambert (de Highlander, O Guerreiro Imortal), e do recente A Lenda de Grendel (2005), protagonizado por Gerard Butler (de 300). O grande diferencial da produção de Robert Zemeckis é a criação de atores virtuais, tal como fez em Expresso Polar. A técnica utilizada é conhecida como "performance capture" (captura de performance), que possibilita apreender os menores movimentos dos atores e transformá-los em animação. A novidade pode ser interessante do ponto de vista tecnológico, mas nem tanto para performances dramáticas. Os atores se transformam em uma espécie de zumbis, cujas feições não têm vida e nunca parecem estar no mesmo nível que seu entorno. O resultado disso é a impressão de que se está assistindo a uma longa introdução de um videogame de última geração. Mesmo a versão em 3D, disponibilizada em alguns cinemas, não consegue minimizar o problema. Um ponto positivo do filme é sua sobriedade. O diretor não abusa dos efeitos especiais, desenrolando a história de forma relativamente tranquila, favorecendo sua própria condição épica.

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