Gary Hershom/Reuters
Gary Hershom/Reuters

Andrew Lesnie, diretor de fotografia de 'O Senhor dos Anéis', morre aos 59 anos

Ele trabalhou ainda em filmes como 'King Kong' e 'Promessas de Guerra'; causa da morte foi um ataque cardíaco

EFE

28 de abril de 2015 | 14h58

Andrew Lesnie, diretor de fotografia das sagas O Senhor dos Anéis e O Hobbit, morreu nesta terça-feira, aos 59 anos, de um ataque cardíaco, informou a Sociedade Australiana de Diretores de Fotografia. A notícia foi confirmada por Peter Jackson, diretor desses filmes. 

“Andrew era uma parte insubstituível da minha família e não posso acreditar que nunca mais vou ouvir sua risada contagiante ou me beneficiar de sua sabedoria silenciosa”, escreveu Jackson em seu perfil do Facebook. 

“Ele criou imagens inesquecíveis e preciosas nas telas e fez isso sempre porque só trabalhava com aquilo no que acreditava. Depois de 17 anos e oito filmes juntos, a perda de Andrew é muito dura, escreveu o diretor.

Além de seus conhecidos trabalhos com Peter Jackson nas franquias baseadas nos livros de J.R.R. Tolkien, Lesnie também foi responsável por sucessos como O Planeta dos Macacos : A Origem (2011) e Eu Sou a Lenda (2007). Outros trabalhos incluem King  Kong (2005), Um Olhar do Paraíso (2009) – ambos com Jackson –, O Último Mestre do Ar (2010) e o recente Promessas de Guerra (2014), dirigido por Russell Crowe. No Twitter, Crowe descreveu Lesnie, vencedor do Oscar em 2002 pelo primeiro filme da saga de Tolkein, como “o mestre da luz". 

Nascido em Sidney, em 1956, ele começou sua carreira como assistente de câmera no filme de terror Patrick (1978), filmou um documentário sobre Arnold Schwarzenegger (The Comeback, 1980) e fez vários clipes para bandas como INXS e UB40. Colaborou com George Miller no documentário Mad Max: Road Warrior (1979) e depois fez Babe (1995) e sua sequência e também Happy Feet (2006). 

Seu trabalho com os filmes do porquinho chamaram a atenção de Jackson, que decidiu convidar Lesnie para suas adaptações de Tolkien. “Eu nunca tinha trabalhado com ele e não o conhecia, mas ele fez Babe e pensei que parecia incrível como usava a luz de fundo, o sol e a luz natural para criar um efeito mágico”, explicou Jackson em 2004.

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