Alberto E. Rodriguez/AFP
Alberto E. Rodriguez/AFP

Análise: SAG Awards consagra atores negros e dá pistas sobre premiação do Oscar

Emma Stone, que venceu o prêmio de melhor atriz, fez discurso emblemático

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

30 Janeiro 2017 | 14h36

Prêmio de atores, que escolhem atores, o SAG Awards, do sindicato, costuma ser indicativo para o Oscar, porque, além de tudo, eles representam a categoria mais numerosa na Academia de Hollywood. E, este ano, os atores botaram para quebrar - três negros venceram as categorias principais. Denzel Washington, melhor ator, por Cercas, que também dirigiu - e a vitória de Denzel foi a única surpresa, porque o favoritismo era de Casey Affleck e agora a carreira dele fica incerta no Oscar -, Viola Davis, melhor coadjuvante feminina, justamente por Cercas, e Mahershala Ali, melhor coadjuvante masculino, o favorito da categoria, por Loving - Sob a Luz do Luar. O SAG Award contempla a categoria de melhor elenco, e ganhou o de Estrelas.

Além do Tempo, que resgata a história, até aqui desconhecida, das cientistas negras que foram essenciais na epopeia espacial dos EUA, mas que, em plena luta por direitos civis, permaneceram segregadas. Octavia Spencer, Taraji P. Henson , Janelle Monae e Kevin Costner, que, no trailer, tem aquela cena gloriosa,  quando arrebenta, a golpes de porrete, a placa que indica o banheiro exclusivo de brancos. Como melhor atriz, não deu outra, a loirinha da vez, Emma Stone, que, como Gwyneth Paltrow, no ano em que Fernanda Montenegro concorria, tirou o Oscar de nossa grande atriz. 

Emma Stone ganhou por La La Land e fica fortalecida, mesmo que lá, no prêmio da Academia, a maior das cinco indicadas seja a francesa Isabelle Huppert de Elle e sempre existe a expectativa de que a 'superestimada' Meryl Streep, vencendo de novo, faça outro discurso contra Donald Trump. A própria Emma aprendeu a lição e, em, seu discurso de agradecimento, disse estar honrada por pertencer a uma categoria que não se curva e tem a coragem de protestar contra o horror que Trump, como presidente, começa a tentar impor. Meryl, na plateia, acompanhou o discurso fazendo sinal de aprovação com a cabeça.

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