Paris Filmes
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Análise: Química entre os atores é o ponto forte de 'Casal Improvável'

No filme de Jonathan Levine que está em cartaz nos cinemas brasileiros, Charlize faz a secretária de Estado dos EUA e Rogen é um jornalista investigativo que se demite por ideologia

Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

24 de junho de 2019 | 03h00

Talvez, para se falar sobre Casal Improvável, deva-se começar por uma fala do fim – “Guenta essa, América!”. O filme, produzido e interpretado por Seth Rogen e Charlize Theron, beneficia-se da improvável química entre os dois. Deu supercerto. O título brasileiro refere-se ao casal da ficção, mas também aos atores. É uma ficção – uma comédia romântica - sobre os novos tempos do poder da mulher. Charlize faz a secretária de Estado dos EUA, Rogen é um jornalista investigativo que se demite do jornal, adquirido por um canalha para objetivar seus interesses escusos.

O presidente é um babaca, mas promete apoiar Charlize na corrida presidencial. Rogen é contratado para escrever os discursos da candidata. Conhecem-se desde que ele tinha 13 anos, e Charlize foi sua babá. Ninguém melhor que ele sabe os sonhos que ela tinha, e os compromissos que está assumindo. Estamos nos antípodas da clássica A Mulher Faz o Homem, de Frank Capra, de 1939. Será? Rogen escreve o discurso, mas Charlize sabe o que é o lugar da fala. São felizes juntos – sexo, drogas. E ela desmonta o parceiro com sua liberalidade na cama, ao pedir que ele dê tapinhas no seu bumbum. A dona do pedaço!

Nessa nova era, o homem não se vexa de ser primeiro cavalheiro. Crescem ambos. O filme não seria ‘de’ Rogen, se não tivesse escatologia. Chupa, América de (Donald) Trump. A cena da negociação do refém é ótima. Foi uma alegria ver o filme numa sessão comercial – sábado à tarde, no Shopping Frei Caneca, em São Paulo. A plateia ria como se o humor estivesse sendo reinventado na tela. Por mais que o mérito seja do casal, o diretor Jonathan Levine tem ‘timing’.

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