Análise: Ousadia diferencia atores Matthew McConaughey e Mads Mikkelsen

Enquanto o primeiro se reinventou, o segundo sabe ser frágil e forte ao mesmo tempo

Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

28 de fevereiro de 2014 | 23h00

Filho e irmão de atores (Hennig Mikkelsen e Lars Mikkelsen), Mads rapidamente se impôs na indústria dinamarquesa, e logo virou um astro internacional. O vilão de Cassino Royale, o amante da jovem Chanel – e era ninguém menos que Igor Stravinski, daó título Coco & Igor –, o pai e professor cuja vida é destroçada pela acusação de abuso infantil em A Caça. São personagens muito diversos um do outro. Permitem a Mads ser ao mesmo tempo frágil e forte, e intenso. Não são muitos atores que têm essa pegada. Ele garante que o bom dessa profissão – ser ator – é permitir que você ouse.

Matthew McConaughey não tem ousado menos. É a raridade entre os indicados para o Oscar de melhor ator deste ano. Ele concorre por Clube de Compras Dallas, mas poderia ser por Mud, ou Killer Joe. Não faz muito tempo, era só um galã que vivia da boa estampa. Em que momento percebeu que tinha mais a oferecer?

Nos EUA, sua virada ganhou até um nome – McConaussance, de McConaughey + renaissance. O renascimento de McConaughey. Muita gente acha que ele vai ganhar o Oscar porque emagreceu 25 quilos para fazer o personagem do longa de Jean-Marc Vallée. A Academia adora recompensar o esforço físico. Mas seria desonesto dizer que vai ganhar só por isso. Clube de Compras baseia-se numa história real. A transformação de Ron Woodroof é uma história de resistência que McConaughey (e Jared Leto) deixam mais forte.

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