Warner Bros.
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Análise: 'Jogador N.º 1' mostra a luta por democracia no mundo virtual

Primeira reação diante do longa é dizer que Steven Spielberg está de volta à estética de efeitos

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

29 Março 2018 | 06h00

Steven Spielberg pode ter demorado quase 20 anos, mas fez o seu Matrix. No começo, Jogador N.º 1 causa estranhamento, mas isso até o espectador se dar conta de que está imerso num mundo totalmente virtual. Estranhamento, desconforto. Na Terra de 2045, nada nem ninguém é o que parece. Para fugir ao horror da realidade, as pessoas se refugiam num mundo de sonho. Vivem por meio de avatares, participando de um jogo. Buscam as três chaves para vencer o jogo. Quem o fizer, ganhará o controle do mundo. Orçado em dólares, US$ 1 trilhão.

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A primeira reação diante de Jogador N.º 1 é dizer que Spielberg está de volta à estética de efeitos. De volta? Durante toda a sua carreira, ele nunca fez outra coisa senão alternar suas grandes máquinas de diversão com empreendimentos mais ‘sérios’. Com a trilogia informal formada por O Terminal, Munique e Guerra dos Mundos, fez a mais densa indagação sobre os rumos da ‘América’ no pós-11 de Setembro. Teve gente que achou que Michael Moore é quem estava fazendo isso. Com Lincoln e The Post, questionou a democracia, nos EUA e no mundo. Jogador fecha outra trilogia - sobre a democracia. A luta contra o controle da informação no mundo virtual. Realidade vs. fantasia. Mas o que é realidade, numa sala de cinema? Jogador N.º 1 é um filme visionário. E sobre o grupo. A união que faz a força.

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