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Amy Adams fala sobre 'A Chegada' e da sequência de 'Encantada'

Longa dirigido por Denis Villeneuve estreia em 24 de novembro no Brasil; veja trailer

Piya Sinha-Roy, Reuters

11 de novembro de 2016 | 16h16

Apesar de ter cinco indicações ao Oscar no currículo, a atriz Amy Adams disse se sentir "insincera" fazendo campanha para si mesma durante a temporada de prêmios de Hollywood, embora seja cada vez maior o burburinho a respeito de sua atuação mais recente no papel da linguista intuitiva da ficção científica A Chegada.

"Tenho que fazer com que seja algo além de mim, porque me promover me parece insincero", disse ela à Reuters, acrescentando que preferiria chamar a atenção para pessoas "que talvez não estejam no pôster" do filme.

Ela falou sobre A Chegada, que estreia nos cinemas dos Estados Unidos nesta sexta-feira, 11, de suas minúcias linguísticas e da reprise do papel de princesa Giselle na sequência da animação Encantada. A seguir, alguns trechos editados da conversa.

O que A Chegada oferece de tão diferente do que vemos normalmente em filmes de ficção científica?

Aquilo a que nos acostumamos nos últimos tempos são filmes que oferecem ação e grandes riscos dentro dessa ação, e de fato temos grandes riscos e temos ação, mas (o filme) é contado de uma maneira muito paciente e descontraída que mantém você ligado sem te distrair com um monte de efeitos. Também há um tema central profundamente emotivo que carrega você durante o filme.

Como você entendeu o trabalho de linguistas como sua personagem, a doutora Louise Banks?

Quando entrei nisto, supus erradamente que um linguista é mais como um intérprete, ou só um tradutor, mas eles realmente trabalham com barreiras linguísticas, barreiras de comunicação, a maneira como nós, culturas diferentes, abordamos a linguagem. Quando aprendi mandarim, o pouco que aprendi para o filme, só mudar o tom da voz muda todo o sentido de uma frase, e isso é algo que, falando inglês, não necessariamente entendemos.

Como o filme ecoa o mundo atual?

Acho que mesmo no ano que se passou desde que o fizemos ele se tornou ainda mais relevante, infelizmente. Ele se tornou relevante, e ficou claro no dia a dia que as divisões que criamos (mais tarde) criam medo, criam violência. Isso realmente não nos leva adiante como sociedade global.

Está empolgada com Desencantada, a sequência de Encantada, de 2007?

Com certeza, todos nós. Os membros do elenco, se tivermos a sorte de trazer todos de volta, todos nós tivemos vidas tais nos últimos 10 anos que será realmente interessante de ver... gosto do título, acho que vem a propósito, me dá a sensação de ser perfeito.

 

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